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O poder da prática

Essencialmente prática, a Oficina de Portfólio do IADE coloca os alunos perante clientes reais para os quais têm de desenvolver campanhas de comunicação publicitária. Após seis meses de formação a grande maioria dos estudantes encontra colocação no mercado de trabalho.
09.12.2010 | Por Maribela Freitas


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A prática é a palavra de ordem na Oficina de Portfólio do IADE – Escola Superior de Design, Marketing e Publicidade. A cada edição entram apenas 18 alunos que vão trabalhar em equipas de dois para desenvolver campanhas de comunicação publicitária para clientes reais. Não é leccionada teoria e os estudantes têm de trabalhar como se estivessem numa agência, com o apoio dos formadores. No final do semestre em que dura o curso, estão preparados para mostrar a futuros empregadores o que valem, através dos trabalhos desenvolvidos. Alerta para a qualidade e originalidade dos trabalhos criados, agências como a Brandia Central assinaram já protocolos em que se comprometem a absorver alguns destes alunos.

A duração da Oficina de Portfólio corresponde a um semestre lectivo e vai actualmente na sua terceira edição. O custo é de 1200 euros, mas isso não tem impedido os estudantes de procurarem avidamente este curso. «Em média temos 50 a 60 candidatos em cada edição» , explica Alexandre Duarte, coordenador da Oficina de Portfólio. O curso é pós-laboral e destina-se a licenciados ou a quem está na fase terminal da licenciatura. «A selecção é feita como se estivéssemos a contratar profissionais para uma agência» , conta o coordenador. Os contemplados com uma vaga são escolhidos pelo seu perfil – importa que demonstrem esforço, dedicação e empenho no trabalho a realizar -, através de uma carta de motivação manuscrita e de algum trabalho que já tenham desenvolvido na área.

O principal objectivo deste curso é ensinar aos alunos candidatos a criativos as especificidades da criação de um protfólio de comunicação publicitária. Partindo de briefings reais de grandes marcas, os alunos desenvolvem uma campanha integrada de comunicação. «Na presente edição estamos a trabalhar com a Amnistia Internacional, Renault, Red Bull, Frize e PT» , refere Alexandre Duarte. Nas anteriores edições trabalharam com marcas como Central de Cervejas, Valorsul, RTP , Matutano, entre muitas outras. Os clientes apresentam problemas reais e no final do trabalho, recebem entre oito a dez campanhas, desenvolvidas por cada dupla de alunos e podem dispor delas como entenderem. Alexandre Duarte conta que houve já material desenvolvido neste curso que foi aplicado pelas marcas.

Quando a Oficina de Portfólio surgiu, há cerca de ano e meio, «a ideia era colmatar uma lacuna essencialmente prática que faltava nas licenciaturas. Este curso permite que o candidato a um emprego, para além do curso superior, tenha também trabalho prático para mostrar quando estiver à procurar de um lugar no mercado de trabalho» , salienta Alexandre Duarte. E essa integração no mercado de trabalho está mais facilidade com a passagem pela Oficina de Portfólio. O coordenador do curso conta que agências com a Brandia Central e a Grey assinaram recentemente protocolos com o IADE em que cada uma destas agências se compromete a ir buscar cinco alunos a cada edição da formação. O protocolo não estipula, no entanto, a duração ou os termos da integração na empresa.

Relativamente à primeira edição que terminou em março de 2010, a empregabilidade foi de 95%, uma vez que um dos alunos do curso está a fazer Erasmus. Da segunda edição, terminada em setembro deste ano, faltam apenas integrar três alunos. As expectativas de Alexandre Duarte para a presente edição, que terminará em março de 2011 são boas, uma vez que para além do protocolo assinado com a Brandia Central e a Grey, estão na calha mais dois ou três protocolos com outras agências.



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