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Mais mulheres na carreira docente

A realidade universitária nacional está em mudança. São cada vez mais as mulheres a apostar na carreira a académica e maior o investimento dos portugueses na progressão dos seus estudos e qualificações. O doutoramento está a generalizar-se.
14.07.2011 | Por Cátia Mateus


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O perfil do professor do ensino superior português já não é o que era. Segundo os dados mais recentes do Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (GPEARI), do Ministério da Ciência Tecnologia e Ensino Superior, as mulheres estão claramente a ganhar terrenos nas universidades portuguesas, seja ao nível das qualificações, seja na carreira docente. O estudo do GPEARI, “Docentes no Ensino Superior: 2001 a 2009”, agora divulgado, revela que se o número de mulheres docentes subiu entre 2001 e 2009, no ensino superior nacional, entre os homens verificou-se a tendência inversa. Em 2001 existiam 14.571 mulheres a lecionar nas universidades nacionais e oito anos mais tarde, o número já havia crescido para as 15.756. Por oposição, em 2001, os homens eram 21.169 para passarem a 20.459 em 2009. No espaço de oito anos, a percentagem de mulheres a fazer carreira na atividade académica subiu três pontos percentuais, de 41% para 44%. Mas há outras mudanças a tomarem forma no panorama das universidades nacionais. À crescente presença feminina na carreira docente alia-se um investimento cada vez maior na progressão da qualificação académica. Portugal tem. segundo o estudo, cada vez mais doutorados. A globalização crescente do sistema de ensino poderá ser uma das justificações para a subida estrondosa do número de docentes com grau de doutor. Em 2001, 27% (9.465) dos docentes portugueses tinham grau de doutor. Oito anos mais tarde 43% (15.423) eram detentores de um doutoramento. Um aumento de 63% que é transversal ao ensino universitário e politécnico, quer no público ou no privado. O estudo destaca ainda um outro fator de realce: a presença, em cada vez maior número, de professores estrangeiros nas universidades portuguesas. De acordo com os dados do GPEARI, depois da estabilidade registada durante anos, o número de docentes estrangeiros em Portugal sofreu uma expansão a partir de 2008. Em 2005 existiam 1262 professores estrangeiros em Portugal e nos anos seguintes, este número decaiu para os 1100. Foi só em 2008 que a tendência voltou a crescer e em 2009 o número de professores estrangeiros em Portugal, superou toda a sua história: 1400. As parcerias estabelecidas com instituições estrangeiras como O MIT ou a Carnegie Mellon University pode justificar esta tendência. Tanto mais que a presença de professores americanos em Portugal foi a que mais cresceu, atingindo os 303 em 2009. Oensino universitário privado foi o que resgistou maior aumento de professores estrangeiros. Um fator que parece permanecer dentro da tendência é o crescente envelhecimento dos docentes. A idade média dos professores universitários portugueses continua a aumentar, fruto de uma diminuição da abertura de concursos na carreira. Entre 2001 e 2009, a média de idades subiu dos 41 para os 44 anos.


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