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O antigo governador da Florida, Jeb Bush e alguns académicos de universidades americanas vieram a Portugal mostrar como o seu modelo de ensino tem efeitos imediatos no emprego
09.03.2007


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Marisa Antunes
Na Florida, muitos cursos universitários são feitos na exacta medida das necessidades das empresas da região. Literalmente. Eduardo Padron, presidente do Miami-Dade Community College, esteve em Portugal e partilhou a experiência do instituto que dirige, onde os currículos são definidos tendo em conta a formação e os conhecimentos académicos que os empregadores pretendem, comprometendo-se estes a contratar os licenciados no final do curso.

“A nossa faculdade tem uma colaboração muito directa com a indústria. Eles asseguram a contratação destes alunos, cuja formação segue um currículo desenvolvido em conjunto com as empresas”, explicou Eduardo Padron, numa conferência organizada pela Embaixada dos Estados Unidos e a Fundação Calouste Gulbenkian e que contou também com a participação de Jeb Bush, antigo governador da Florida.

Indústrias na área da biotecnologia, que tem uma grande expressão naquele estado americano, de energia nuclear ou de aviação põem mesmo os seus engenheiros a dar palestras aos alunos, futuros colaboradores daquelas empresas. No Miami-Dade Community College segue-se à risca os princípios da reforma do sistema educativo concretizada por Jeb Bush, durante os nove anos que se manteve à frente dos destinos da Florida.

Apologista de uma “verdadeira cultura de exigência”, o irmão do presidente dos EUA focalizou a avaliação das universidades nos resultados: os “bons professores” são premiados com aumentos anuais de 15% e as “escolas-modelo”, recebem prémios-extra de financiamento. Tudo para incitar a competição entre as instituições e promover a excelência da qualidade.

É este cunho de qualidade que o presidente do Miami-Dade garante assegurar para a sua instituição de base comunitária (equivalente ao sistema politécnico português), um dos 28 «community colleges» existentes na Florida. “A maioria das universidades privadas competem pelo «status» e investem muito na pesquisa e investigação. Nós estamos centrados nos alunos e temos professores realmente preocupados em ensiná-los e a valorizar as suas necessidades”, resume Eduardo Padron.

O responsável lembra que são estas instituições que possibilitam a formação superior a quem tem rendimentos baixos. “Nos EUA, mais de 80% dos novos empregos que são gerados requerem algum tipo de habilitações. Os empregos em fábricas agora estão na Índia ou na China. Quem não tem formação vai trabalhar para a McDonald's. Definitivamente não se consegue alcançar o sonho americano sem formação”, remata o presidente do Miami-Dade.





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