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Formação avançada mais valorizada

O mercado de trabalho prefere quem para além da licenciatura possui um mestrado. Na Futurália, universidades nacionais e estrangeiras, mostram entre outros aspectos, o que fazem nesta área.
04.03.2010 | Por Maribela Freitas


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Bolonha trouxe alterações ao ensino superior. Actualmente a licenciatura só não basta para encontrar um posto de trabalho e as empresas valorizam cada vez mais os mestrados, quando estão a seleccionar um candidato. Esta realidade tem levado a uma maior procura por estudos avançados nas universidades nacionais.

Durante os quatro dias que dura a Futurália, o público poderá visitar o stand de diversas instituições de ensino portuguesas, localizadas de Norte a Sul do país. Vão estar também representadas no evento universidades estrangeiras, nomeadamente da Holanda, Estados Unidos da América, Austrália, Reino Unido, Espanha, República Checa, Itália, Suiça e França. Para além das licenciaturas, quem visitar a feira poderá obter informações sobre formação avançada, onde se incluem pós-graduações, mestrados, MBA's e doutoramentos. A escolha é vasta, mas existe a certeza de que cada vez mais ter uma licenciatura e um mestrado é importante para se ser bem sucedido no mercado de trabalho nacional.

Amândio da Fonseca, administrador do Grupo Egor – especializado na área de recursos humanos – revela que «o que transparece é que quem tem três anos de licenciatura não está de imediato preparado para o mercado e as empresas valorizam o mestrado, na perspectiva de que com ele os candidatos têm mais formação» . Garante-lhes também maior maturidade, se atendermos a facto de um jovem com 21 anos poder ter terminado já a sua licenciatura.

A apetência por mais estudos é transversal a várias áreas de actividade. É claro que um jovem que tenha apenas uma licenciatura de três anos pode encontrar trabalho, mas como explica Amândio da Fonseca, «com mestrado tem mais oportunidades» . Isto passa-se, entre outros factores, porque existe maior procura do que oferta de emprego e as empresas podem escolher quem tem mais formação, em detrimento de quem tem menos. Quem no presente não aposta no mestrado, acaba por correr maior risco de não encontrar um posto de trabalho. Dá ainda como exemplo que para um engenheiro, ter um mestrado em gestão pode ser uma mais-valia na obtenção de uma boa colocação.

A acompanhar a tendência do mercado laboral, as instituições de ensino superior registam actualmente uma maior procura por mestrados. A Universidade Fernando Pessoa (UFP) é disso um exemplo. Segundo esta instituição de ensino, com a reestruturação académica de Bolonha, tem registado uma procura significativamente superior a nível dos seus cursos de mestrado. Dentro da formação que oferecem, «as áreas mais procuradas são as de ciências da comunicação, ciências empresariais e psicologia» , frisa fonte da UFP.

Rosa Martins é a responsável pelo Gabinete de Pós-Graduações, Mestrados e Doutoramentos do Centro Regional das Beiras da Universidade Católica Portuguesa. Por norma e ao longo do ano lectivo os alunos vão tentando obter informações sobre formações que possam fazer após a licenciatura, mas é durante a altura das candidaturas que se dá um pico de procura. Seja por email, telefone ou atendimento pessoal, o fluxo de pedidos de informação é grande. Mesmo assim, a procura é equiparada às vagas abertas para os cursos. Conta ainda Rosa Martins que no gabinete que dirige «a procura se direcciona mais para os mestrados, do que para as pós-graduações e doutoramentos» . Dentro das áreas que ministram, a gestão e as ciências da educação, são as mais apetecidas. Perante este cenário, denota-se uma preocupação cada vez maior por parte dos portugueses por estarem à altura das expectativas do mercado.



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