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Dois terços sem sindicato

O papel dos sindicatos é valorizado, mas segundo um estudo do ISCTE dois terços dos trabalhadores portugueses não está sindicalizado e quatro em cada cinco nunca fez uma greve.
29.04.2010 | Por Cátia Mateus


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O 1º de Maio é símbolo máximo da luta sindical, mas em Portugal há quem defenda que a crise do modelo económico está forçar uma reestruturação das relações entre os trabalhadores e o patronato. É inquestionável o poder dos sindicatos mas a sua imagem perante a sociedade está a mudar.

De acordo com um estudo do investigador do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), António Dornelas, 55% dos trabalhadores portugueses valorizam o papel dos sindicatos, mas dois terços não estão nem nunca estiveram sindicalizados. Para alcançar estes resultados o investigador sustentou a sua pesquisa num inquérito a 1078 indivíduos concluindo que o papel dos sindicatos é, sobretudo, valorizado no que toca à protecção do emprego e melhoria das condições laborais.

A taxa de sindicalização de 18,4% apurada pelo estudo tem maior incidência entre os trabalhadores com contratos sem termo (22,6%) e menor nos prestadores de serviços (2,1%).

O autor conclui ainda que, na generalidade, as pessoas têm uma opinião mais favorável do sindicalismo do que sindicatos existentes e “mais de metade dos trabalhadores considera que nenhum sindicato é eficaz”. De acordo com o estudo, em dois terços das empresas portuguesas não há qualquer forma de representação colectiva dos trabalhadores e são 80% os que dizem preferir resolver eventuais conflitos directamente com o empregador. Curioso é também o facto de quatro em cada cinco inquiridos confessar nunca ter feito uma greve.

A questão salarial é outra das análises base deste estudo. António Dornelas apurou na sua análise que 55% dos trabalhadores portugueses assumem que o salário é determinado pelo empregador, sem qualquer negociação ou consulta prévia e 31% confessam que o valor é decidido após uma negociação individual, deixando de lado qualquer influência externa. Só 12% dos trabalhadores inquiridos fala em salários definidos após negociação colectiva. Como resultado, apenas 16% dos trabalhadores portugueses consideram ter uma remuneração elevada e 38% são capazes de detectar eventuais hipóteses de progressão na carreira.



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