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Desempenho dita salários

Segundo um estudo da Regus, uma grande parte das empresas ambiciona introduzir uma política de remuneração em 2011.
16.12.2010 | Por Cátia Mateus


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Fazer corresponder as recompensas aos resultados reais parece ser a grande ambição dos empresários para 2011. A Regus, empresa especializada no fornecimento global de soluções inovadoras para espaços de trabalho, acaba de divulgar os resultados do seu mais recente estudo sobre os objetivos empresariais para 2011 e as conclusões não podiam ser mais elucidativas: ao contrário da muito criticada política de atribuição de prémios do setor financeiro, as empresas portuguesas estão a planear incluir a remuneração variável associada ao desempenho nos seus planos para 2011.

O aumento da remuneração variável associada ao desempenho, o crescimento do número de funcionários e a expansão do local de trabalho figuram entre os objetivos basilares da classe empresarial para o próximo ano e as ambições não contrariam a tendência económica global. A meta dos empresários, por pouco consensual que seja, é fazer corresponder as recompensas aos resultados reais. Assim, “os funcionários com bom desempenho podem esperar remunerações mais elevadas, enquanto os trabalhadores mais complacentes perdem lugar, à medida que a economia recupera”, explica Paulo Dias, diretor geral da Regus para a região EMEA.

Na opinião do líder, “a atitude empresarial para 2011 demonstra uma grande determinação na procura do crescimento e no aproveitamento da tendência para o desenvolvimento económico global”. Paulo Dias alerta ainda que, com base nesta postura, “a tolerância reativamente a qualquer atitude de passividade perante o trabalho tende a desaparecer rapidamente”.

Cada vez mais, os funcionários sobretudo em pequenas e médias empresas, terão de contribuir de forma comensurável para o lucro e crescimento das organizações, sendo recompensados em função dessa contribuição. Para Paulo Dias, “este estudo demonstra claramente que o pagamento variável associado ao desempenho se está a tornar numa medida padrão a nível empresarial global”. O responsável da Regus acrescenta ainda que o estudo conduzido pela empresa que lidera “sublinha a tendência crescente da comunidade empresarial para equiparar as remunerações aos resultados”. Uma tendência que será transversal a vários setores e funções.

Para Paulo Dias, “não se prevê que esta tendência se limite às equipas de vendas, devendo expandir-se a funcionários a trabalhar nas áreas da produção, serviço a clientes e funções administrativas”. O especialista acrescenta ainda que “estão a ser formuladas e introduzidas medidas inteligentes, na maioria das vezes associadas ao desempenho global das empresas, para garantir que os funcionários se sintam adequadamente incentivados”. Tanto mais que Paulo Dias diz não ter dúvidas de que “quando os sistemas de medição de desempenho são justos, os funcionários tendem a recebê-los com entusiasmo”.



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