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Viseu dinamiza iniciativa empresarial

Decidida a fomentar a criação de emprego e a dinamizar o tecido empresarial da região de Viseu, a AIRV volta a distinguir os seus empreendedores com o Prémio Inovação e Empreendedorismo 2010.
22.12.2010 | Por Cátia Mateus


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Em 2007 a Associação Empresarial da Região de Viseu (AIRV) deu um passo em frente na dinamização comercial e renovação do tecido empresarial da região e criou o Prémio Inovação e Empreendedorismo. A meta era promover o surgir de novos projetos empresariais, arrojados e inovadores, com potencial de criação de emprego. Três anos mais tarde, a associação volta a atribuir o prémio e distingue as mentes inovadoras e a determinação dos seus empreendedores.

São start ups , em fase de desenvolvimento, mas cedo deram provas do potencial dos seus produtos ou serviços. Na segunda edição do Prémio Inovação e Empreendedorismo – AIRV, os empreendedores esgrimiram argumentos e ideias com a meta de alcançar os 15 mil euros que estavam reservados para o primeiro lugar. O júri liderado pelo Professor Doutor Veiga Simão elegeu entre 19 projetos concorrentes, a empresa Sakprojecto.

A produção de equipamentos de proteção personalizados para fins desportivos, médicos e outros é a sua área de atividade, mas a Sakprojecto tem ainda em fase de implementação um produto inovador: a produção de caneleiras a partir da digitalização das pernas dos jogadores de futebol. A AIRV justifica a decisão com o fato deste ser “um produto é inovador e permite minimizar os riscos de lesão dos desportistas” e garante que várias figuras do mundo do futebol já acederam ao www.sakprojecto.com .

“Trata-se de um projeto inovador comparativamente com os concorrentes existentes no mercado, quer pelo processo de produção personalizado, quer pelos materiais utilizados no fabrico das caneleiras.”, explica o júri do prémio. A aplicação dessa empresa vai além do futebol e pode estender-se a outras modalidades desportivas e “a concretização completa do projeto, que passa pelo controlo da produção dos equipamentos e pela criação de uma rede de pontos de digitalização e venda de produtos terá impacto direto na economia regional”.

A Korange foi outra das empresas distinguidas. Alcançou o segundo lugar e cinco mil euros para investir no negócio. Esta empresa de base tecnológica centra a sua atividade na produção de sistemas robóticos autónomos e sem necessidade de intervenção humana. O sistema é dotado de um motor híbrido (solar e bateria), sensores para medição de distâncias e deteção de obstáculos e sistema de orientação e localização. Uma inovação que, assegura o júri, “não existe nos concorrentes que já operam no mercado”. O projeto – www.korange.pt – prevê o desenvolvimento de outros robots para espaços públicos verdes de maiores dimensões, como sejam campos de futebol, golfe, etc e ficará sedeado na região.

A terceira classificada deste prémio foi a Waynergy, premiada com 2500 euros. O projeto consiste na criação de um novo tipo de pavimento que possui no seu interior um sistema inovador. “Este pavimento tem um pequeno deslocamento da superfície de 2 a 3 mm que não causa desconforto ou esforço adicional a quem o utiliza, mas é o suficiente para permitir a um sistema que está no interior gerar energia elétrica”. Cada bloco é capaz de produzir 20W por cada passagem de uma pessoa e 60W por cada passagem de veículo.

A edição deste ano do prémio recebeu 19 candidaturas e teve por missão, tal como na iniciativa anterior, difundir e despertar o interesse pelo empreendedorismo, apelar ao surgimento e facilitar a criação de novas empresas com potencial inovador e diferenciador no âmbito da atividade empresarial, científica e tecnológica. A edição deste ano (a segunda do prémio) não se destinou apenas a empreendedores da região de Viseu mas sim a promotores de todo o território nacional, tendo privilegiado o contacto com instituições de ensino superior e tecnológico, constituindo uma ponte entre o mundo académico e o tecido empresarial.



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