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Tecnologias potenciam emprego

O setor das Tecnologias de Informação e Comunicação tem vindo a ganhar dinamismo em Portugal. O país travou nos últimos anos uma batalha pela qualificação e expansão nesta área e está a ganhá-la. Até 2013, as TIC podem criarem em Portugal 7500 novos empregos.
22.12.2010 | Por Cátia Mateus


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É apontado como um dos setores mais promissores do país, mas para que seja aproveitado em todo o seu potencial e maximizada toda a sua capacidade de criação de emprego, o país não pode deixar de investir e potenciar a sua expansão. De acordo com o European Innovation Scoreboard de 2009, Portugal é o growth leader , no grupo dos países moderadamente inovadores na área das Tecnologias de Informação e Comunicação. Depois do atraso que o distanciava da média Europeia, Portugal está a ganhar terreno nas TIC e, segundo os especialistas, tem capacidades para continuar a crescer e tornar-se atrativo à escala global.

Num seminário que recentemente organizou, Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa (CCILF), evidenciava todo o potencial de expansão do mercado das tecnologias de informação e demonstrava por que razão este é um setor onde as oportunidades de emprego e crescimento se perfilam. Se é bem verdade que à luz dos dados do European Innovation Scoreboard (ver caixa) o país traçou uma notável rota de conquista de mercado, não é menos verdade que o país tem ainda capacidades para desbravar mais caminho e posicionar-se competitivamente à escala global.

E se de acordo com o relatório da consultora IDC “Mercado de TIC – Portugal vs Europa”, que faz a análise da perspetiva de crescimento do setor até 2013, “o investimento da indústria das TIC no mercado nacional caiu em 2009 cerca de 2,2%, para os 3,59 milhões de euros”, o ano de 2010 parece ter sido um ano de ouro para o setor.

O crescimento deste segmento fez-se em mercados chave como a saúde, os serviços públicos, a energia e as telecomunicações, onde se assistiu a um investimento materializado também na criação de novos postos de trabalho e num desempenho acima da média. Foram vários os fatores que contribuíram ativamente para este dinamismo, nomeadamente a necessidade dos líderes empresariais verem assegurada a melhoria das produtividade das unidades de negócio que lideram e a redução do investimento das empresas em áreas chave como as infraestruturas, fruto nas necessárias medidas de combate à crise.

O referido estudo, estima que até 2013, o mercado das TIC incentivará em Portugal a criação de aproximadamente 400 empresas e 7500 novos empregos tecnológicos. A maioria destas empresas serão pequenas organizações de capital local, com empregos funções para as quais serão necessários empregos altamente qualificados e especializados. Muitas destas empresas nascerão logo nos bancos das universidades, fruto do crescente investimento que o sistema de ensino nacional tem feito no fomento ao inovação e ao empreendedorismo enquanto via de integração profissional.

Mas para que isto seja possível, a CCILF acredita que serão ainda necessários alguns esforços no país. “Contrariando a relativa queda verificada em 2009, no ano de 2010 o país registou cerca de três vezes mais tráfego de dados em redes móveis e dos 1,7 milhões de telemóveis vendidos, cerca de 79% são smartphones ”, foi uma das conclusões do seminário da CCILF, comprovando o dinamismo crescente deste segmento em Portugal.

Todavia, para a Câmara de Comércio, “as PME que representam a maioria do tecido empresarial português ainda não acompanham o mercado europeu no que diz respeito à utilização de tecnologias de desenvolvimento”. Para a instituição é nítida e clara a necessidade da Europa tornar as PME empresas consolidadas e com capacidade de afirmação no mercado internacional. Entre os principais entraves a esta missão estão a falta de investimento das PME nas redes sociais e profissionais, a sua necessidade de criarem de forma mais estruturada planos de negócio e de marketing adequados ao mercado e o desafio de fazer as grandes empresas e multinacionais delegarem nas PME projetos importantes. E nesta vertente “a existência de projetos de apoio e financiamento a PME's deve ser encarada como uma oportunidade para crescimento e melhoria na colocação no mercado das PME portuguesas”, pode ler-se nas conclusões do seminário.

Num país onde o número de investigadores na área aumentou para 7,2% por cada mil ativos (valor superior à média europeia) e que lidera na disponibilização e sofisticação dos serviços públicos online, torna-se mais do que claro que parte da resistência à crise passa por este setor que em 2011 poderá ser responsável para criação de uma importante parcela de novos postos de trabalho. Uma retoma económica qualificada onde as universidades terão um papel importante, tanto ao nível do ensino, como do fomento da inovação e empreendedorismo.

Tecnologia à prova de crise

A par com o negro apanágio da crise, uma geração de jovens empresários, arriscaram inovar e investiram na criação de negócios próprios, talhados para o sucesso e com forte componente tecnológica. São empresários sem medo, muitos saídos dos bancos das universidades nacionais, que estão cada vez mais voltados para uma carreira à escala global que não passa necessariamente por trabalhar por conta de outrem. É a nova geração dos IT Entrepreneurs .

Tecnologias de informação e comunicação, telecomunicações, biotecnologias e energias renováveis, compõem maioritariamente os novos negócios criados por esta pool de jovens empresários. Para muitos, a criação destes negócios não mais é do que a materialização de um projeto de mestrado ou doutoramento.
Recorrem a fontes de financiamento externas como os Business Angels ou capital de risco, chegando em muitos casos a contrair empréstimos para ver criada a sua empresa. A Europa está sensível ao seu esforço e tem vários programas de apoio disponíveis para todos os que assumem a inovação, a competitividade e o dinamismo económico como desígnio.


Portugal em destaque

De acordo com os dados do European Innovation Scoreboard , Portugal tem vindo a crescer em matéria tecnológica. E os dados comprovam-no:
. Em 2009, Portugal foi considerado growth leader no grupo dos países moderadamente inovadores;
. O país é o 7º no ranking dos que mais progrediu na Europa a 27, nos últimos cinco anos;
. A despesa total com inovação e desenvolvimento em Portugal representou 1,51% do PIB em 2008. Um valor que superou a média espanhola (1,27%) e da Irlanda (1,31%);
. Até 2020, Portugal estabeleceu como meta atingir os 3% do PIB;
. O Banco Mundial considerou Portugal um top performer no que respeita ao bom ambiente para os negócios e abertura de novas empresas;
. Segundo um relatório da União Europeia, Portugal está em 1º lugar na disponibilização e sofisticação dos serviços públicos online ;
. Aumento da penetração da banda larga móvel (quando comparada com a fixa) posicionou Portugal no 3º lugar no ranking europeu de penetração da banda larga móvel.



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