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Cursos de especialização qualificam para o mercado de trabalho

Cursos de especialização qualificam para o mercado de trabalho

O Instituto Politécnico de Leiria (IPL) tem vindo a registar um aumento na procura de Cursos de Especialização Tecnológica (CET). Anualmente regista o dobro das candidaturas para as vagas que abre e passou de 60 alunos em 2004/2005 para os quase 1500 contabilizados no final do ano passado. Estes cursos são procurados por quem não seguiu estudos universitários e quer ter novas oportunidades, ou por quem, estando a trabalhar, quer aumentar as suas competências e progredir na carreira.
09.03.2012 | Por Maribela Freitas


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Os CET são cursos de formação pós-secundária não superior que conferem uma qualificação de nível cinco. O IPL foi um das primeiras instituições de ensino superior a ministrar esta formação, tendo criado em 2004 uma unidade de ensino e formação, a FOR.CET – Centro de Formação para Cursos de Especialização Tecnológica que coordenada a oferta nesta área. Os primeiros cursos surgiram no ano letivo de 2004/05 com 60 formandos. Hoje são 1448 inscritos nos 32 cursos disponíveis em áreas que vão das energias renováveis, à multimédia, passando pelas técnicas de gestão comercial e vendas e gestão de oficina automóvel. De acordo com Nuno Mangas, presidente do IPL, “podem candidatar-se à inscrição num CET, para além dos titulares de um curso secundário, um conjunto vasto de outros indivíduos que embora não tendo este nível de ensino, reúnam condições exigidas pela legislação em vigor”. São caso disso, por exemplo os detentores de qualificação profissional nível três, maiores de 23 anos com currículo que o justifique, entre outros. Explica ainda o presidente do IPL que “para quem ingressa no ensino superior depois de concluir o CET, é possível obter acreditação de parte da formação na licenciatura que irá frequentar”. Os titulares de um CET podem concorrer à matrícula e inscrição no ensino superior através de concurso especial, competindo às instituições de ensino superior fixar para cada um dos seus cursos superiores quais os CET que lhe facultam o ingresso, bem como número de vagas disponíveis. De acordo com a legislação em vigor, o plano de formação dos CET organiza-se em três componentes: geral e científica; tecnológica e em contexto de trabalho. Os planos de formação são organizados em créditos e a carga horária global (dividida entre horas de contacto e formação em contexto de trabalho) pode variar entre o mínimo de 1200 e um máximo de 1560 horas, sendo distribuídas pelas diferentes componentes de formação. Mas quem é que procura este tipo de formação? Nuno Mangas explica que “a maior parte dos estudantes dos CET são pessoas que já estão no ativo e esta é uma forma de voltarem a estudar, de aumentarem os seus conhecimentos e competências”. Este facto vai permitir-lhes evoluir na carreia, ter mais ferramentas para concretizar projetos pessoais ou seguir uma licenciatura. “É uma modalidade formativa direcionada para uma vasta gama de públicos, mas que se apresenta como especialmente interessante para quem está há muito tempo fora do sistema de ensino e formação”, salienta Nuno Mangas. Com o intuito de fomentar a empregabilidade dos CET, estes cursos integram uma componente de estágios que lhes permite uma primeira aproximação ao mercado. O IPL tem acordos com diversas entidades da sua área de influência para garantir a inserção dos estudantes em estágio.Marco Heleno tem o CET em Desenvolvimento de Produtos Multimédia do IPL e está atualmente a efetuar o mestrado em tecnologia e arte digital na Universidade do Minho. Conta que queria ingressar no ensino superior e esta formação permitia-lhe aceder a esse patamar com equivalência a algumas disciplinas. Além disso, sendo pós-laboral, dava-lhe a hipótese de continuar a trabalhar e evoluir na instituição onde estava profissionalmente integrado. “O CET permitiu-me melhorar a forma como desempenhava o meu trabalho pelos conhecimentos que fui adquirindo. Permitiu-me receber um aumento de ordenado e, também, ingressar na licenciatura que desejava”, revela Marco Heleno. Acrescenta que “para quem quer seguir estudos no ensino superior ou ingressar no mercado de trabalho de uma forma mais rápida e com qualificações profissionais, esta formação torna-se um excelente recurso”. Já Danilo Guimarães tem um CET de Práticas Administrativas e Relações Públicas. “Fui trabalhador estudante e quando acabei o CET, na procura de um trabalho melhor, concorri a um concurso público para secretariar um centro de investigação do IPL, ganhei e trabalhei lá três anos em funções de relações públicas”, relembra. Está agora de saída para trabalhar no setor privado. Na sua perspetiva o CET é uma mais-valia para os jovens que tendo terminado o secundário e não desejando prosseguir estudos, ficarão com formação avançada e contactarão com um ambiente mais profissional e exigente e virado para o mercado de trabalho do que aquele com que se deparam no secundário.


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