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Como brilhar numa Job Fair

Como brilhar numa Job Fair

Está oficialmente inaugurada a já habitual época das Job Fair nas várias universidades e institutos nacionais. De norte a sul do país, somam-se as career weeks, as feiras de emprego e as palestras e seminários destinados a eliminar as barreiras que em Portugal, teimam em afastar os jovens estudantes do mercado de trabalho. Mas em época de austeridade e entraves à contratação, como podem os jovens marcar a diferença em eventos desta natureza?
02.03.2012 | Por Cátia Mateus


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A Comissão Europeia tocou o alarme quando viu alguns seus Estados-membros superarem os piores cenários possíveis em matéria de desemprego jovem. Portugal está na lista vermelha dos países com índices de desemprego elevados. Mais de 35% dos seus jovens não têm emprego e a transição entre a formação académica e o mercado laboral é um caminho duro de percorrer. É num cenário de adversidade que o país assiste ao arranque da temporada 2012 das feiras de emprego nas universidades nacionais. Muitos questionam a eficiência destes eventos na atual conjuntura, mas entre os principais players do mercado ninguém arrisca a ser o grande ausente destes eventos de contratação. É nas Job Fairs que as empresas detetam os talentos que podem vir a integrar os seus quadros. Não é novidade que nos últimos anos, as instituições de ensino superior e as empresas têm vindo a cimentar uma relação de proximidade e partilha de informações no que respeita os talentos made in Portugal. À universidades interessa garantir a empregabilidade dos seus alunos. As empresas atrair e reter os melhores profissionais para os seus quadros. E esta parece ser uma relação imune à crise. Só esta semana realizaram-se duas feiras de emprego. A iJob Party 2012 atraiu ao Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) mais de 30 empresas e alunos sob o lema “A tua decisão é o teu futuro!”. O evento tem como missão dinamizar o contacto entre empresas, escolas, alunos finalistas e graduados. Uma meta em tudo semelhante à da Nova School of Business Economics que também esta semana acolheu o seu já habitual Nova Business Forum, um encontro anual entre alunos, líder empresariais e empresa com o intuito de promover a empregabilidade do seu tecido académico. E o arranque da job season nas universidades nacionais não se deu aqui. Logo no início do mês foi a ISCTE Business School quem abriu a temporada com o seu Career Forum que somou 30 empresas de topo de Portugal, mas também da vizinha Espanha. Para a semana, segue-se o Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG). Accenture, BES, Caixa Geral de Depósitos, Danone, Deloitte, EDP, Galp, Google, L’Óreal Portugal, Millennium BCP, Nestlé Portugal, Optimus, PT, Sonae, Vodafone, Unilever e REN são presenças assíduas nestes eventos de recrutamento. E tanto do lado de quem organiza como de quem participa, a presença tem resultados práticos. A REN não só é presença constante nas feiras de emprego das universidades nacionais, como já realiza roadshows em várias instituições de ensino. Em 2010/2011 a empresa marcou presença em sete feiras de emprego e só este ano já participou em quatro, estando prevista a sua presença em mais seis eventos do género. Elsa Carvalho, a diretora de recursos humanos da REN realça a relevância de eventos desta natureza, sobretudo na atual conjuntura, e revela que 2010 a REN recrutou 37 jovens quadros e admitiu 17 estudantes em estágios profissionais. Em 2001 os números foram diferentes: 16 colaboradores recrutados, 15 estágios profissionais e 16 estágios académicos e de verão. “Atualmente temos o grupo de trainees REN 2011/2012, que são dez elementos em job rotation pelas diferentes áreas de negócio da empresa e temos mais dois estágios académicos a decorrer e seis estágios profissionais”, explica a diretora de RH. Na REN, “desde 2011 que cerca de 80% dos estágios são consequência da visibilidade da empresa nestas feiras de emprego”, adianta Elsa Carvalho. A empresa integra 745 colaboradores e a líder dos recursos humanos dá preferência a estagiários recém-mestrados no momento de recrutar.Gestão, Engenharias, Economia, Finanças e outras áreas figuram entre as que registam maior participação nestes eventos. Elsa Carvalho não tem dúvidas de que a participação dos alunos nestas job fairs “é uma excelente porta de entrada para o mercado de trabalho”, apesar da conjuntura adversa e da rápida ascensão das redes sociais na divulgação de ofertas. “Esta forma de recrutar continua a ser bastante privilegiada porque permite o contacto direto e presencial com os jovens universitários”, explica a diretora de recursos humanos da REN que enfatiza que a empresa não recruta, nem está presente ainda nas redes sociais. À semelhança de outras empresas, a REN utiliza estes eventos para “recolher currículos, conhecer os candidatos e divulgar oportunidades existentes” e Elsa Carvalho garante que “o primeiro contacto é suficiente para perceber pela postura e interesse demonstrado se o candidato será um elemento a considerar”. Um alerta para os alunos que não deverão jamais ir passear para um job fair. Tirar o melhor partido destes eventos, sobretudo na conjuntura atual onde a concorrência por uma oportunidade de emprego é enorme, implica uma grande preparação prévia. Fazer o trabalho de casa pode ditar toda a diferença entre a conquista de um emprego ou uma oportunidade perdida. Se quer colocar no seu passaporte o carimbo do sucesso, aconselham os especialistas a que não entre numa feira de emprego sem se ter informado devidamente sobre as empresas presentes. E isto implica, por exemplo, consultar o seu site para perceber o tipo de perfis que habitualmente recrutam mas também, e porque não, consultar o último relatório e contas da empresa de modo a ter capacidade de argumentação e demonstrar conhecimento sobre as áreas vitais para o negócio. Ter uma aparência profissional e cuidada é também obrigatório. Tanto quanto não ousar colocar o pé num evento destes sem atualizar ou elaborar o seu currículo e atualizar o seu perfil no Linkedin ou noutras redes sociais de enfoque profissional. Em tempos adversos, não há oportunidades para desperdiçar.


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