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Redes sociais cada vez mais utilizadas nas novas contratações

Redes sociais cada vez mais utilizadas nas novas contratações

Para 20% dos utilizadores, as redes sociais podem abrir as portas a um novo emprego
06.05.2011 | Por Cátia Mateus


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As redes sociais são cada vez mais montras de talento a que estão atentas as agências de recrutamento e as empresas que querem contratar. Poucos são ainda os reconhecem recrutar exclusivamente com base numa rede social, mas a verdade é que não há, provavelmente, diretor de recursos humanos que não dê uma espreitadela na página do Linkedin, Star Tracker ou Facebook do candidato que vai entrevistar. O potencial destas redes é inquestionável, mas já todos perceberam que para os candidatos elas não estão isentas de risco. Se quer fazer destas redes a sua carta de apresentação, faça delas uma gestão puramente profissional e seja criterioso nas informações que disponibiliza.

Cerca de 54% dos diretores de recursos humanos da Península Ibérica afirma já ter recorrido às redes sociais para recrutar canditados. A conclusão é avançada num estudo da Transitar, uma empresa do Grupo Lee Hecht Harrison, divulgado esta semana sobre a utilização das redes socioprofissionais. O estudo revela ainda outros dados no que respeita à forma como candidatos e recrutadores se relacionam com este modelo de recrutamento pela rede.

Para os empregadores e diretores de recursos humanos, uma das grandes vantagens destes fóruns é a atualidade de informação constante nos perfis e a possibilidade de recolher as chamadas referências diretas, através dos comentários lá deixados. Uma exposição da qual o candidato deve estar consciente e procurar gerir de forma profissional.

Segundo o relatório, “52% dos diretores de recursos humanos afirma poder retirar um candidato de um processo de seleção em funçãoa do seu rasto digital”. Talvez por isso, os consultores da Transitar aconselhem cautela aos canditados. Dizem os especialistas que “qualquer candidato deve ter cuidado com o seu rasto digital. Ou seja, com as informações relativas a si que publica na internet ao longo dos anos, seja nestas redes como em fóruns, twitter, mensagens ou fotografias, algumas fáceis de controlar outras bastante difíceis”.

A forma como se está na rede faz toda a diferença nos benefícios que dela se pode tirar. É por isso necessário que o candidato defina logo à partida a forma como quer utilizar as redes sociais e a finalidade com que adere. Se a meta são ambições profissionais e de recrutamento, então impõem-se uma postura estritamente profissional. E nesta medida, importa ter em atenção as informações disponibilizadas, o tipo de imagens que se colocam, mas também a forma como se gere o tempo que se dedica a estas redes.

É verdade que as redes sociais podem ser muito viciantes, mas é fundamental fazer uma correta triagem do tempo e evitar acessos durante as horas de trabalho, pois ao invés de transmitir uma imagem de profissionalismo está a demonstrar fraca produtividade, diminuindo assim as hipóteses de novas oportunidades laborais ou progressão na carreira. Coloque-se no papel de um recrutador que avalia um possível candidato. Recrutaria para a sua empresa alguém que fizesse quatro ou cinco atualizações em diferentes redes sociais durante o horário de trabalho? Pois a análise de quem contrata é exatamente esta e este é um erro em que é fácil incorrer.

O relatório da Transitar explica ainda que 51% dos inquiridos tem conta ativa em pelo menos uma rede social e que a média de idades dos utilizadores destas plataformas, com finalidades profissionais, ronda os 35 e os 44 anos. Cerca de 75% dos utilizadores possuem formação académica superior e regista-se uma predominância do sexo masculino nestas plataformas. Mais de metade destes utilizadores desempenham cargos de responsabilidade, como gerência e direção de empresas e 55% utilizam estas plataformas sobretudo para aumentar a sua rede de networking ou fazer novos conhecimentos através da participação em debates e fóruns. Há também quem utilize as redes sociais como meio de promoção ou fidelização de clientes. Cerca de 20% dos utilizadores acreditam que esta pode ser a porta de entrada para um novo emprego.

Longe de serem um recurso definitivo na procura de emprego, “as redes sociais profissionais afirmam-se cada vez mais como um complemento às ferramentas tradicionais de envio de currículos e entrevistas pessoais, permitindo estabelecer redes de contacto que podem abrir muitas portas”, revela a Transitar. E se os empregadores encontram aqui a possibilidade de acederem a milhões de possíveis candidatos, aos profissionais estas redes dão a possibilidade de mostrarem o seu currículo e as suas recomendações a uma audiência global. Por isso lembre-se: mantenha sempre atualizado o seu perfil, melhore a sua reputação online e tenha sempre ativas as definições de privacidade.



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