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Há oportunidades na indústria aeroespacial

Há oportunidades na indústria aeroespacial

A Active Space Techologies entrou no mercado em 2004, como resultado da determinação dos engenheiros Bruno Carvalho e Ricardo Patrício. Hoje a empresa de Coimbra soma prémios, reconhecimento internacional e clientes de peso, ao mesmo tempo que se posiciona como um palco de aprendizagem e formação para jovens profissionais que aspirem a uma carreira onde o céu é o limite.
23.03.2012 | Por Cátia Mateus


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Foi uma experiência na Agência Espacial Europeia que levou Ricardo Patrício e Bruno Carvalho a dar o passo em frente na criação da Active Space Technologies. A empresa está sediada naquela que foi considerada a melhor incubadora do mundo, a incubadora do Instituto Pedro Nunes, em Coimbra. Uma mistura de sucesso que tem permitido à empresa crescer e conquistar o mundo, tendo como base aquilo que para os dois empreendedores é importante: a ligação ao meio académico e a deteção precoce do talento que virá a integrar a empresa. Esta é de resto a forma escolhida pelos empreendedores para recrutar os novos quadros da Active Space e neste momento há 10 oportunidades em aberto.

Qualquer entrada na Active Space Technologies passa primeiro por um período de treino com a equipa da empresa e um estágio rigoroso e exigente. “Na nossa perspetiva, é assumido que não encontramos no mercado pessoas com a formação que pretendemos para os nossos projetos espaciais, por isso avaliamos alguns candidatos durante um período de treino hands on ”, explica Ricardo Patrício, chief finantial officer (CFO) da empresa especializada em tecnologia aeroespacial.
A empresa tem também um programa de estágios muito forte, onde incorpora os trainees diretamente em projetos a decorrer no terreno, ou em ante-projetos que visam o desenvolvimento de alguma tecnologia ou produto. Uma estratégia que segundo Ricardo Patrício tem um enorme efeito motivacional entre os jovens profissionais. “Os projetos que desenvolvemos são interessantes e motivam os estagiários que integram diretamente equipas que trabalham nos diversos programas internacionais nos quais estamos envolvidos”, enfatiza.

A ligação com o meio universitário é também uma imagem de marca da Active Space. A empresa de Coimbra tem uma área de I&D forte onde integra estudantes de mestrado e doutoramento a desenvolver teses na área da indústria aeroespacial. “Nos últimos anos já tivemos 15 alunos a fazer a sua dissertação de mestrado na Active Space e neste momento temos, por exemplo, na nossa área de I&D sobre o super-isolante aerogel, sete alunos de doutoramento financiados por diversos projetos nos quais estamos envolvidos com a Universidade de Coimbra. Isto permite-nos criar um núcleo duro de massa crítica que possibilita que estejamos à frente na Europa no que respeita aos aerogéis”, explica o chief finantial officer da empresa.

A Active Space goza de boa relação com várias universidades de peso no panorama nacional, como sejam a Universidade de Coimbra, a Universidade de Aveiro, o Instituto Superior Técnico e a Universidade da Beira Interior, mas também tem parceiros de relevo a nível internacional. “Usamos muito alguns contactos específicos com universidades como a International Space University, Satakunta University e a Rzeszow University, sobretudo em programas de mobilidade como o Leonardo da Vinci”, adianta Ricardo Patrício explicando que os últimos dois estagiários que a empresa recebeu neste contexto foram contratados.

Neste momento, a Active Space está envolvida em vários projetos e precisa de recrutar quadros com vocação e especialização no sector aeronáutico. Ricardo Patrício explica que para encontrar os candidatos ideais, “a empresa está a lançar diversos temas para dissertação de mestrado em tecnologias de ponta como os sistemas eletro-mecânicos e comunicações wirless para ambientes externos. No desenvolvimento destes trabalhos, os alunos vão estar inseridos em projetos internacionais de longa duração e o objetivo é que consigamos reter, pelo menos cinco a dez desses alunos, face aos projetos que já temos contratados”.

A Active Space Technologies anunciou esta semana o desenvolvimento de um detetor de turbulência em parceria com a Airbus que deverá ser testado já este verão e que permitirá melhorar a segurança nos aeroportos e tem, além deste, outros projetos em desenvolvimento (ver caixa). Entre os perfis de recrutamento, a liderança vai para os engenheiros. “Como estamos nos mercados aeroespacial, aeronáutico e nuclear, contratamos sobretudo perfis de engenharia mecânica, aeronáutica e espacial e de eletrónica. Pretendemos sobretudo engenheiros de sistemas, de estruturas e de produto”, reforça Ricardo Patrício.

De Coimbra para o mundo, com talento
Fornecem a Agência Espacial Europeia, a Agência Espacial Alemã (DLR) e a Agência Espacial Japonesa (JAXA) e na sua lista de clientes integram empresas como a Galileo Avionica, o JET/UKAEA, o ITER/EFDA, a Fusion for Energy, a Zeiss Optics, a Thales Alenia, entre muitas outras. A Active Space Tecnologies nasceu em 2004 e desde a sua criação tem vindo a somar distinções internacionais e a levar o talento nacional na indústria aeronáutica e aerospacial, além.fronteiras.
O projeto de Ricardo Patrício e Bruno Carvalho e a sua equipa de investigação foi já distinguido com os prémios “Young Professionals Entrepreneurship Prize” (Luigi Gerardo Napolitano Society e o “The Entrepreneur of The Year Award” (Ruban d'Honneur) e também com o Prémio Jovem Empreendedor (ANJE) e o estatuto de PME Líder (IAPMEI).

Atualmente são vários os projetos em que está envolvida. A empresa de Coimbra acaba de desenvolver em conjunto com a Airbus uma tecnologia que pode aumentar a segurança aeroportuária e que deverá entrar em fase de testes no verão. Mas a sua notoriedade internacional foi também alcançada com o aerogel, um super-isolamento térmico concebido para aplicações espaciais que deverá ganhar o céu pela primeira vez já em 2016, a bordo de um instrumento do ExoMars, rover de exploração de Marte.

A Active Space Technologies tem uma forte aposta na área de I&D e está neste momento a desenvolver esforços de materialização dos projetos que desenvolveu nos últimos anos. Um exemplo é também o Mercury Sodium Atmosphere Spectral Imager (MSASI), um instrumento científico espacial, desenhado pela Active Space, que será integrado no satélite japonês MMO, que irá orbitar o planeta Mercúrio. Trata-se de um sistema ótico que através da medição dos níveis de sódio da atmosfera de Mercúrio, fornece informação que permitirá avaliar os mecanismos de transformação daquele planeta e estimar a evolução da atmosfera terrestre.

A empresa está também a participar, em conjunto com a Universidade de Coimbra no projeto europeu “Manufacturing and Applications of Nanostructured Material (MANANO)”. Um projeto focado nas nano-tecnologias e nos nano-materiais que visa desenvolver competências e financiar nove bolsas de doutoramento (duas em Portugal e outras sete em Inglaterra, Holanda, Espanha e França).



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