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Quem são os nossos temporários?

Quem são os nossos temporários?

O perfil dos profissionais temporários está a mudar. A imagem do trabalhador pouco qualificado que assegurava funções pouco especializadas já não corresponde à realidade. Os profissionais temporários são hoje mais seniores, mais qualificados e especializados. 

22.07.2016 | Por Cátia Mateus


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O trabalhador temporário atual tem em média 42 anos, mais de 10 de experiência profissional, possui formação superior (pelo menos ao nível da licenciatura) e pode exercer atividade em qualquer um dos vários sectores de atividade. Este é o retrato dos trabalhadores temporários atuais, traçado pela multinacional de recrutamento e seleção Michael Page, no âmbito de um estudo global que analisou este sector. A empresa inquiriu mais de 4 mil empresários e profissionais em 15 países para concluir que o sector vive uma “revolução”. Já não são as típicas funções de menor relevância que durante muito tempo nos habituamos a associar ao trabalho temporário. Hoje, os “temporários” são mais séniores, experientes e qualificados. A complexidade das suas funções aumentou e as empresas exigem cada vez mais flexibilidade e autonomia dos colaboradores nestas funções.

O panorama do trabalho temporário, outrora associados a empregos precários e profissionais com poucas qualificações mudou. “Com a expansão do trabalho temporário e o facto de ser cada vez mais encarado como uma oportunidade de crescimento profissional, as expectativas em relação aos profissionais estão também a aumentar, esperando-se que contribuam para a melhoria da colaboração e comunicação no local de trabalho”, explica Sílvia Nunes, sénior executive manager da Michael Page. Segundo a especialista, “a alteração do panorama do trabalho temporário exige que os profissionais sejam cada vez mais flexíveis, autónomos e resilientes”.

Cada vez mais seniores, na idade e na experiência
A idade média dos profissionais que trabalham em regime temporário tem vindo a aumentar. O seu nível de experiência também. Segundo o estudo da Michael Page, “mais de oito em cada dez profissionais inquiridos (82%) tem, no mínimo, cinco anos de experiência profissional e 65% tem 10 anos de experiência”. A maioria destes profissionais (66%) tem idade igual ou superior a 36 anos e 41% supera mesmo os 46.

A nível global, a Banca e Serviços Financeiros (14%) é o sector que mais recruta perfis temporários. Logo a seguir no ranking dos mais ativos na contratação destes profissionais estão a Indústria (10%), o sector Público (8%), o Tecnológico (8%), os Serviços de Gestão (7%), a Saúde (6%), a Construção (6%), Bens de Consumo e Retalho, cada um com 5%, e os Transportes (4%). A análise por áreas comprova a tendência. É na Financeira que mais se recrutam temporários. 24% dos profissionais inquiridos no estudo desempenhavam funções nesta área. Compras e Logística (17%), Legal (9%) e Secretariado (8%) dão continuidade a uma lista onde que integra também a área dos Recursos Humanos (6%), a Engenharia & Indústria (6%), Banca & Seguros (6%), Marketing (5%), Vendas (3%) e TI (3%).

O estudo global – que analisou a realidade dos trabalhadores temporários na Europa, América do Norte, América Latina, Ásia e África – demonstra que à data da realização do inquérito, grande parte dos inquiridos (34%) ocupavam funções temporárias e 17% procuravam um novo emprego após uma função temporária. É na Ásia que o emprego neste regime regista maior expressão (42,3% dos inquiridos). Na Europa, a percentagem é de 34,4%. Sílvia Nunes explica que apesar de algumas empresas inquiridas recorrerem ao regime de Trabalho Temporário há mais de 20 anos, a grande maioria começou a fazê-lo na última década.

O estudo dá conta que 34% das empresas revelam que começaram a contratar perfis temporários há dois ou cinco anos atrás e 28% há cinco ou dez anos. No último ano, 47% das empresas inquiridas indicam ter contratado menos de cinco profissionais, 33% contrataram mais de 20 e 12%, entre 10 e 20 profissionais temporários. A autonomia é cada vez mais uma constante nestas funções. “Quase metade dos inquiridos, 43%, revela-se autónomo indicando que gere e resolve questões profissionais por si mesmo” indica o estudo que conclui ainda que “sobre a revisão do seu trabalho, 50% dos inquiridos revela que este não é revisto por superiores”.



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