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Porto ganha hub europeu de Biotecnologia

Porto ganha hub europeu de Biotecnologia

Uma parceria entre a Universidade Católica e a empresa norte-americana Amyris permitirá criar no Porto um centro europeu de excelência em bioprodutos. A nova plataforma permitirá a contratação de mais de 100 investigadores.

22.07.2016 | Por Cátia Mateus


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O protocolo foi assinado recentemente e une a Universidade Católica e a empresa norte-americana Amyris, especialista no desenvolvimento de soluções inovadoras de engenharia metabólica e técnicas de screening, na criação de hub europeu de Biotecnologia na cidade do Porto. O centro de excelência em Bioprodutos ficará implantado na Escola Superior de Biotecnologia do Porto e resulta de um investimento que rondará os €50 milhões, em cinco anos. O centro viabilizará a contratação de mais de 100 investigadores nesta área.

O acordo estabelecido entre a Católica e a Amyris prevê a criação de uma plataforma colaborativa, integrando a tecnologia da empresa na escola. A partir da nova estrutura serão também desenvolvidos projetos de investigação para a Amyris, viabilizando contratos com empresas europeias para a produção sustentável de compostos bioativos-chave e a realização de programas de formação avançada no domínio da Biotecnologia para alunos de mestrado e doutoramento.

Segundo a escola, “uma plataforma automatizada de bioengenharia será instalada na Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica, no Porto, que permitirá desenvolver conhecimento de ponta e transferi-lo para o sector industrial, produzindo compostos através de processos de biologia sintética, caracterizando-os e explorando o seu potencial face às necessidades da indústria”.

A parceria tem como objetivo fundamental “potenciar a capacidade de desenvolvimento de bioengenharia em portugal, criando um importante centro europeu de I&D+I em bioprodutos”. Os parceiros da iniciativa destacam a intenção de recrutar cientistas de topo para os laboratórios de desenvolvimento conjunto e transferir tecnologia que incremente a competitividade das empresas europeias, e em particular dos países atlânticos, na área da bioeconomia. “Como objetivos chave do projeto estão a criação de emprego científico para investigadores e oportunidades de negócio em Portugal e na Europa”, explicam acrescentando que “Portugal poderá tornar-se um centro europeu para a tecnologia que potencie a bioeconomia ao criar oportunidades de negócio locais e postos de trabalho”.



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