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Portugueses traçam oportunidades além-fronteiras

Portugueses traçam oportunidades além-fronteiras

Das obras públicas ao imobiliário, passando pelos serviços e as tecnologias de informação, são diversas as oportunidades de trabalho que se abrem para os portugueses fora do país. Quatro antigos alunos da Universidade Católica Portuguesa do Porto identificaram a região da América Latina, Moçambique e Reino Unido como sítios com potencial para empregar jovens com capacidade para desenvolver uma carreira internacional.
29.12.2011 | Por Maribela Freitas


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Frederico Moniz, Joaquim Cunha, Rui Barros e João Araújo foram os quatro oradores convidados da iniciativa “Alumni Abroad: Sharing Experiences” realizada no final deste mês, na Católica Porto Business School, organizada pela Business Alumni. Radicados na América Latina, África e Europa, em entrevista ao Expresso Emprego, estes antigos alunos da Universidade Católica traçaram as potencialidades de trabalho que existem para portugueses nestas geografias. Aos 37 anos de idades Frederico Moniz já trabalhou em sítios tão diferentes como Espanha, Itália, Grécia, Áustria, Reino Unido, Suécia e Brasil. Atualmente é diretor regional de Balfour Beaty Rail International & Major Projects, sendo responsável pelo desenvolvimento de novas oportunidades na América Latina e pelas atuais operações na Argentina, Brasil e Chile. “No setor da construção, especificamente no ferroviário, existem muitos projetos a decorrer na América latina. Os portugueses, nomeadamente técnicos, podem encontrar neste mercado uma solução temporária, ou mesmo definitiva, para a falta de alternativas de trabalho em Portugal”, conta. Um dos maiores desafios de São Paulo e outras cidades são ao nível da mobilidade. Estão ainda previstos grandes eventos, como os jogos olímpicos e o campeonato do mundo de futebol que exigem profissionais qualificados. Frederico Moniz lembra que “O Brasil sofreu um hiato nos investimentos ferroviários durante algumas décadas e neste momento está a qualificar profissionais nessa área. Mas não é apenas o Brasil, é também a Argentina, Chile, Colômbia, Peru e México que vivem todos o mesmo período”. Ainda na América Latina, mas desta feita no Panamá, Joaquim Cunha, de 38 anos, é diretor regional da Bial para a América Latina. Nesta geografia as oportunidades de trabalho surgem no setor das obras públicas onde estão a ser feitos investimentos importantes na construção e reabilitação de estradas, aeroportos, redes de transportes, etc. O setor logístico, financeiro e do turismo são também hipóteses. “A instalação de um número cada vez mais importante de sedes de empresas multinacionais no Panamá, as quais têm por objetivo trabalhar para os mercados da região, deverá criar hipóteses de trabalho adicionais para nativos de língua portuguesa que dominem outros idiomas”, salienta Joaquim Cunha. Outro destino com potencial empregador é Moçambique. Quem o afirma é Rui Barros, de 34 anos, membro da comissão executiva do Standard Bank Moçambique, com a responsabilidade da área de crédito. “Este país, tal como muitos em África, está atualmente num estádio de desenvolvimento que permite ainda oportunidades em diversos setores de atividade”, aponta Rui Barros. Acrescenta que aqueles que têm neste momento mais expressão são as infraestruturas e a exploração de recursos naturais e promoção imobiliária. Os serviços crescem em sintonia, apresentando potencial na área da banca, seguradoras, escritórios de advogados, consultoras e demais empresas. Um pouco mais perto, no Reino Unido, João Araújo, de 24 anos, trabalha como analista de indústria automóvel para a Google, em Londres. “Existem algumas áreas em que as empresas continuam a recrutar, como é exemplo do mercado das TI. Estas empresas que possuem sedes em várias cidades europeias, procuram pessoas de várias nacionalidades e com um conjunto de competências muito variado. Especificamente o Brasil tem aberto algumas oportunidades na Europa para os portugueses por causa da língua”, revela. A sessão «Alumni Abroad: Sharing Experiences» visa partilhar experiências, conselhos e oportunidades de realizar uma carreira internacional. Pedro Ferraz, presidente da Business Alumni – que organizou este encontro – revela que dos mais de mil associados que têm, cerca de 100 trabalham fora de Portugal, com presença em 27 países e nos cinco continentes. Numa altura em que tanto se fala da saída do país, a sessão que decorreu na Católica Business School foi acompanhada atentamente por antigos e atuais alunos que veem na ida para o estrangeiro uma oportunidade de futuro.


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