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Portugal perde trabalho

Portugal perde trabalho

Portugal está a somar cada vez mais pontos na eliminação de postos de trabalho. Com a entrada do novo ano, os dados do Eurostat são tudo menos animadores para o país.
18.12.2009 | Por Cátia Mateus


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Os últimos dados do Eurostat não são animadores para Portugal. De acordo com o relatório, o país foi o terceiro da Europa que mais postos de trabalho perdeu, durante o terceiro trimestre do ano. Entre Julho e Setembro, o emprego recuou 1,1%, enquanto a média europeia se ficou pelos 0,5%.

Pior que Portugal em matéria de perda de emprego só mesmo a Letónia e a Espanha que registaram, respectivamente, quebras na taxa de emprego na ordem dos 5,7% e 1,5%. À luz dos dados agora divulgados pelo Eurostat, só o Reino Unido escapou a esta quebra não registando variação quando comparado com o trimestre anterior.

Mas o panorama nacional em matéria de emprego assume ainda outra face, igualmente preocupante. A precariedade laboral. De acordo com o Eurostat, mais de metade (54,2%) dos portugueses entre os 15 e os 24 anos têm contratos de trabalho temporário. Uma percentagem que desce para os 38,3% quando falamos da faixa etária entre os 25 e os 29 anos. O gabinete de estatística da União Europeia revela ainda que a par da precariedade laboral entre os jovens há ainda que realçar o desemprego juvenil que afecta 12,2% de desempregados na faixa dos 25 aos 34 anos.

E, aparentemente, a conjuntura não promete melhorar em matéria de criação de emprego uma vez que os dados da OCDE relativos ao último trimestre do ano também não são animadores. Portugal soma desde Outubro a quarta maior taxa de desemprego da área OCDE ao atingir 10,2% de população activa. Há que referir que a média registada nos países da OCDE é de 8,8% e que Portugal é só ultrapassado pela Espanha, onde a taxa de desemprego já vai nos 19,3%, Irlanda e Eslováquia.

À porta de um 2010 que muitos já apontavam como sendo de retoma, os dados do Eurostat e da OCDE são desmotivadores para um país onde a perda de postos de trabalho tem vindo a acelerar. Para os especialistas, a indústria e os sectores onde as restrições de acesso ao crédito são maiores, são os que atravessam mais dificuldades no momento e manifestam maior dificuldade em manter os seus quadros de trabalhadores inalterados.



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