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Formar mais para empreender melhor

04.06.2004


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Cátia Mateus

"MUDANÇA" é, nos tempos que correm, a palavra de ordem na Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE). O departamento de formação desta instituição não escapa à regra. Fruto de uma redefinição de estratégia, a ANJE regressa às suas origens de pioneira da iniciativa empresarial e encaminha-se hoje para uma "associação empreendedora", antes mesmo de se assumir na sua vertente empresarial. É nesta lógica que Carlos Freitas, director de Formação e Ensino da associação, sustenta os novos trunfos formativos daquela que é já a marca ANJE.


Além dos produtos de formação de índole empresarial, a associação abre agora um novo caminho com uma aposta na formação de profissionais empreendedores. Na mira da ANJE estão não só os quadros da função pública, como um vasto leque de profissionais que querem empreender por conta de outrem.

O objectivo da ANJE é alargar o leque de abrangência da intervenção formativa. Carlos Freitas garante que "a meta é reforçar a oferta formativa não só nos domínios de criação de empresas, mas também na formação para empreendedores que não queiram necessariamente tornar-se empresários".

Neste sentido, a associação prossegue com os cursos de formação que já tem no mercado, vocacionados para empreendedorismo e criação de empresas - como os programas Escola de Empreendedores e Jovens Empresários de Elevado Potencial (JEEP) -, aposta na criação de novos conteúdos e também na expansão dos já existentes aos diversos núcleos que dispõe no país.

Novos programas

E se a oferta actual já é vasta e abarca os domínios da criação, gestão e desenvolvimento de empresas, comportamental e liderança (ver www.anje.pt), os novos programas e modelos de formação prometem marcar pela diferença (ver caixa).

"É chegada a altura de apostar numa formação especificamente direccionada para empreendedores por conta de outrem", explica Carlos Freitas.

Segundo o responsável, a associação vai focar-se na concepção de produtos formativos "capazes de chegar aos vários sectores da economia, do público ao privado, dos empregados por conta de outrem, dos que já exercem uma actividade profissional aos que se preparam para ingressar no mercado de trabalho e necessitam de adquirir competências distintivas".

Um dos "alvos" a atingir com a nova estratégia de formação - cujo modelo formativo pressupõe não só a aprendizagem em sala, como ainda o acompanhamento posterior do formando por um tutor, seja no posto de trabalho ou na incubadora de empresas - é o dos quadros da função pública.

Para tal, a ANJE está a estruturar um grupo de iniciativas que agrupa na designação de "empreendedorismo para a administração".

Carlos Freitas refere que esta é uma área de futuro, já que "a tendência actual da função pública é a empresarialização de alguns sectores. Uma mudança que implica a adopção de novas práticas de gestão e trabalho por parte dos funcionários".

Para este responsável, "o que importa aqui é fomentar uma atitude permanente de disponibilidade para a mudança com evidentes benefícios para a produtividade, até porque mesmo no sector privado há carências de profissionais empreendedores".

Outra das apostas da ANJE será o enfoque formativo no "empreendedorismo júnior". Carlos Freitas adianta que a associação está a estabelecer protocolos com escolas secundárias da região Norte, para que estas agreguem aos seus programas conteúdos relacionados com empreendedorismo.

Embora as mudanças estejam já em curso, as grandes alterações deverão correr a partir de 2005.

Programas à medida

A PAR com as várias "marcas" de sucesso que detém,
a ANJE colocou recentemente no mercado alguns programas de formação vocacionados para segmentos específicos. Tome nota:

Programa Jovens Empresários Agrícolas de Elevado Potencial (JEAEP)
: resultante de uma parceria com o Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas e a Associação de Jovens Agricultores de Portugal, o programa contempla 200 horas de formação e destina-se a empreendedores/empresários com actividade no sector agrícola ou agro-alimentar.

Programa Avançado em Empreendedorismo e Criação de Empresas (PAECE)
: direccionado para activos empregados com grau académico superior. Integra 200 horas de formação sobre temáticas relacionadas com a atitude empreendedora e o desenvolvimento de negócios. Este programa permite também uma especialização em "Criação de Microempresas em Ambiente Virtual", também acessível a jovens em busca do primeiro emprego.

Programa Jovens Empreendedoras para Novas Empresas (JENE): vocacionado para apoiar jovens mulheres empreendedoras com idades até aos 35 anos na criação da sua empresa. Além da formação, contempla o acompanhamento na elaboração do "business plan".





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