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Minho aposta nos têxteis

04.06.2004


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Cátia Mateus

A UNIVERSIDADE do Minho (UM) quer tornar mais competitivo o sector têxtil nacional e atrair alunos a esta área de formação apostando na reformulação nos conteúdos dos cursos que oferece.

O Departamento de Engenharia Têxtil (DET) daquela instituição tem já estruturado um inovador plano curricular que adequa as licenciaturas existentes aos novos pedidos de um mercado global cada vez mais exigente. Contudo, as alterações não se farão no imediato e só deverão avançar no ano lectivo de 2005/2006.

Reformular a licenciatura em Engenharia Têxtil, criar um novo curso de Design e Marketing de Moda e substituir a licenciatura em Engenharia do Vestuário, criando um ramo Têxtil no curso de Engenharia e Gestão Industrial, são as grandes alterações que o DET vai operar nos cursos que disponibiliza para a área de actividade.

O grande objectivo destas alterações é, segundo Luís Almeida, director do DET, "dar resposta às novas necessidades deste sector, nomeadamente ao nível de uma formação de quadros com forte componente tecnológica".

De acordo com o responsável, "estas reestruturações surgem na sequência de um levantamento efectuado pelo Conselho Consultivo do DET - que integra membros de várias empresas e associações do sector - sobre as necessidades formativas especializadas face às novas perspectivas do sector".

A motivar a mudança estão também as recentes deliberações sobre a reformulação do ensino superior decorrentes do Processo de Bolonha, que restringem de cinco para quatro anos a duração das licenciaturas. Mas além da reformulação dos cursos, a instituição quer combater o desinteresse dos jovens pelo sector têxtil.

No ano transacto, por exemplo, a licenciatura em Engenharia do Vestuário não teve qualquer aluno colocado na primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior e o curso de Engenharia Têxtil teve apenas três candidatos.

Este desinteresse está, segundo o responsável, fortemente ligado à má imagem que o sector tem no país. Uma realidade a combater. Luís Almeida adianta que a taxa de empregabilidade associada a estes cursos ronda os 100%.

Isto porque o país enfrenta um período de viragem no que respeita à indústria têxtil: "Há redução dos postos dos trabalho menos qualificados, mas há um aumento notório na procura de quadros e técnicos superiores, dado que o sector está a modernizar-se", conclui.





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