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Pequenos, mas dinâmicos

Contrariando a tendência global da economia, os micronegócios têm vindo a criar cada vez mais emprego desde o início do ano.
16.12.2010 | Por Cátia Mateus


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Há já três trimestres consecutivos que as microempresas contrariam a tendência global da economia gerando dinamismo e emprego. À luz dos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), as empresas com menos de dez trabalhadores asseguravam, no final do terceiro trimestre de 2010, emprego a cerca de 30,5 mil trabalhadores por conta de outrem. O número traduz um aumento de 2,6% face a 2009 e dá razão à expressão small is beautiful .

Nos pequenos negócio pode residir, ainda que parcialmente, uma resposta eficaz para o combate ao desemprego que teima em crescer no país. Os designados micronegócios (com menos de dez colaboradores) cresceram em Portugal nos últimos dez anos, como forma de resposta ao desemprego. Regra geral são empresas ligadas ao setor dos serviços, pensadas e criadas muitas vezes por profissionais em situação de desemprego que aqui encontram uma forma de subsistência, mas também de ajudar quem como eles vê as portas do mercado de trabalho fecharem. E o modelo parece dar frutos.

De acordo com os dados do INE, as empresas com menos de dez funcionários estão a gerar cada vez mais emprego há três trimestres consecutivos. Por oposição, os negócios com mais de dez funcionários perderam de Janeiro a finais de Setembro cerca de 21,2 mil trabalhadores dependentes. O segredo pode estar em qualquer uma das inúmeras variáveis que compõem um negócio, mas seguramente passa pelo facto destes micronegócios permitirem uma maior racionalização de custos, o que constitui uma vantagem competitiva para qualquer empresa em período de contenção e adversidade económica.

Mas este aparente dinamismo das microempresas, muitas delas resultantes de iniciativas de cariz familiar, não deixa de ser curioso. É que desde que as dificuldades económicas lançaram sobre os mercados mundiais o fantasma da crise, os micronegócios foram, na verdade, os mais afectados. Desde 2008, as microempresas perderam 6,4% de empregos. Em termos concretos, cerca de 83 mil empregos foram destruídos desde o segundo trimestre de 2008. Entre as empresas de maior dimensão perderam-se 59 mil empregos dependentes, sendo o impacto da crise ligeiramente mais suave.

Números que parecem contrastar com o actual dinamismo deste setor que tem vindo a gerar desde o início do ano cada vez mais emprego, ainda que cerca de dois terços do emprego criado desde o início de 2010 pelos pequenos empresários tenha um prazo definido.



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