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Novartis promove troca de funções

A farmacêutica permite aos funcionários mudarem de trabalho sem sair da empresa
18.02.2010 | Por Maribela Freitas


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A Novartis Portugal aposta no talento interno. A filosofia desta multinacional do ramo farmacêutico é a de que qualquer colaborador deve ter a oportunidade de se desenvolver, de gerir a sua carreira e de crescer na empresa. Para isso, cada funcionário e através de uma ferramenta on-line, pode traçar o percurso profissional que pretende para si, bem como trocar para funções que estejam de acordo com as suas ambições. Só no ano passado 34 trabalhadores operaram esta mudança.

Afonso Garcia é o director de recursos humanos da Novartis Portugal e a sua máxima de actuação é a de que «as pessoas devem ser felizes no trabalho» . Para desenvolver esta máxima, a direcção de recursos humanos trabalha vectores como o desenvolvimento profissional e o equilíbrio entre a profissão e a vida familiar.

Dentro do âmbito do desenvolvimento profissional, a farmacêutica coloca em prática a troca de funções, num programa que intitulam de In-Rotation . «Muitas vezes surgem oportunidades de trabalho internas e a tentação é a de ir buscar alguém fora. Pensámos então em dar oportunidade a um funcionário de experimentar uma nova função» , refere Afonso Garcia. É colocado um anúncio interno ao qual os interessados respondem. Esta experiência noutra função tem a duração de não mais de um ano e no final do programa, se não existir a possibilidade de ficar na nova função – por já não haver necessidade desse trabalho ou pelo funcionário não o pretender – volta ao seu antigo posto. «O que pretendemos é dar uma experiência de aprendizagem e por outro lado aferir talento, ou seja, se as pessoas têm as competências necessárias para aquela função. Permite também em determinados momentos da carreira experimentar e eventualmente fazer um up-grade que de outra forma seria difícil» , salienta o director de recursos humanos.

Mas a troca de funções, ou seja, a integração no programa In-Rotation não surge apenas por concurso interno. Na Novartis existe uma ferramenta on-line onde o colaborador apresenta o seu currículo, pontos forte, áreas de desenvolvimento, aspirações profissionais e como pretende vir a adquirir determinadas competências. Com base neste conhecimento do que o colaborador quer e quando existe oportunidade, pode ser proposto ao funcionário a mudança de função.

Na Novartis esta troca já produziu frutos e só no ano passado registaram-se 34 alterações de funções dentro da empresa. Helena Dantas é disso um exemplo. Entrou na farmacêutica há oito anos como delegada hospitalar para a área do transplante e nessa altura, conta, «coloquei no meu plano de carreira que gostaria de vir a assumir funções no marketing» . Graças a esse plano foi-lhe permitido fazer uma pós-graduação em marketing farmacêutico e de integrar mais tarde o In-Rotation , quando surgiu uma oportunidade. Hoje trabalha como product manager para a área de transplante e considera que a mudança de funções permite «conhecer o que se ambiciona e se a pessoa não se adaptar ou se este processo de aprendizagem não correr bem, pode regressar ao antigo posto, o que nos dá segurança» . Além do mais, frisa, «mesmo que a pessoa não fique na função que experimentou, é sempre um enriquecimento curricular» .

Rui Borralho é outro dos funcionários que integrou o In-Rotation , mas no seu caso este processo ainda esta a decorrer. «Já há algum tempo que tenho vontade de trocar, mas só há meses surgiu a oportunidade» , conta. Mudou para a função de analista na área de desenvolvimento de negócio, uma das várias hipóteses que tinha colocado no seu plano de carreira. «Ficar nesta função é um dos meus objectivos» , conta. Na sua opinião, «esta é uma medida muito positiva, pois é uma oportunidade de mudar sem sair da empresa» , salienta Rui Borralho.

A propósito da mudança de funções, Afonso Garcia revela que «queremos que as pessoas sintam que crescem na empresa e que se sintam responsáveis pelo seu desenvolvimento, que sejam lideres e gestores da sua carreira. Quem gere a carreira é o próprio, a empresa facilita, ajuda a identificar necessidades e a dar ferramentas que obviamente se adequem com a estratégia do negócio» . Do lado dos funcionários, estas mudanças são encaradas, na opinião do director de recursos humanos, como um desafio. «Exige um espírito de abertura à mudança constante. Por uns é mais bem recebido do que por outros, mas no final quem passa por este processo sente-se mais completo e preparado para abarcar outros desafios que inicialmente não estaria» , salienta Afonso Garcia.

Recentemente a Novartis Portugal integrou o sétimo lugar no ranking das melhores empresas para trabalhar, promovido no início do ano pela Heidrick&Strugles e a revista Exame.



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