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A morte anunciada do CV tradicional

O formal currículo acompanhado de carta de apresentação, enviado por email ou correio aos recrutadores, é um modelo out no atual mercado de trabalho e perante uma conjuntura de grande competição entre candidatos. Hoje, há novos meios de se dar a conhecer e as competências pessoais estão a ganhar terreno às académicas.
17.11.2011 | Por Cátia Mateus


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Quer dar-se a conhecer? Bata à porta. Pode parecer brincadeira, mas para muitos recrutadores, entregar um currículo em mão, personalizado e onde além das competências técnicas e académicas, constam as competências pessoais de um candidato é uma tendência cada vez mais em voga que não só demonstra que o candidato sabe o que quer, como também torna claro que se preparou para abordar a empresa. Personalização, diferenciação e criatividade são pontos fortes num mercado onde a concorrência é feroz. Yves Turquin, diretor geral da empresa de transições de carreira Transitar, não tem dúvidas: “entregar uma candidatura em mão é uma forma direta e eficaz de gerar um contacto profissional e até uma oportunidade laboral”. O responsável acredita mesmo que este pode ser o primeiro fator de diferenciação numa candidatura a um emprego e reconhece que, as empresas têm cada vez menos tempo e “o modelo de procura de emprego através do envio de currículos massificados, por correio tradicional ou eletrónico, já não é suficiente”. Uma opinião que parece ser consensual entre os players do mercado. A morte do cv tradicional está anunciada, mas os candidatos continuam a ter de se apresentar aos recrutadores. E são já várias as plataformas que se perfilam na lista da sucessão ao velhinho modelo de cv. Das abordagens mais criativas, como a realização de pequenos filmes, a criação de sites ou a impressão de currículos em papel de jornal (para os que ambicionam conquistar uma cadeira numa redação) até aos currículos vídeo, o mundo enfrenta a Era da criatividade e da inovação. Uma sucessão que Ângela Marçal, mayor do projeto The Talent City, considera mais do que natural, numa altura em que o mundo é gerido em contra relógio. A especialista diz acreditar que o segredo do sucesso está no investimento e na competência diferenciadora de cada candidato, “na sua identidade e na forma como a consegue mostrar ao mercado”, enfatiza. Para Ângela Marçal “além da competência técnica e académica, é cada vez mais importante para as empresas conhecer a identidade do candidato enquanto talento e quanto mais este conseguir mostrar as suas competências extra académicas, maior a sua possibilidade de conseguir um emprego”. Foi a pensar nisto que o projeto The Talent City lançou recentemente uma inovadora forma de apresentar os candidatos ao mercado: os Talent Cards.Trata-se de um simples baralho de cartas, que pretende refletir a identidade do candidato enquanto talento, mostrando os seus traços de personalidade, os seus pontos fortes, a sua filosofia de vida e, como não podia deixar de ser, as suas pontuações nos vários eixos de sucesso dos desafios lançados na plataforma The talent City. Segundo Ângela Marçal, este baralho é constituído por etapas. “a primeira carta representa o talento e faz uma apresentação do que o candidato é. A segunda, que vamos lançar para a semana, representa as suas paixões e ambições e outras virão. No final, com todas as cartas teremos uma montra da identidade do candidato”, revela. Estes talent cards podem ser partilhados por email, facebook ou impressos e para Ângela Marçal dão resposta a uma nova tendência do mercado de recrutamento: “mostrar não o que o candidato foi no passado, mas aquilo que é hoje, onde quer chegar no futuro e o caminho que quer percorrer”. Fatores que para a especialista permitem uma visão clara do contributo que o candidato pode dar para o sucesso de uma organização.


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