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Uma empresa que trata a saúde dos edifícios

Uma empresa que trata a saúde dos edifícios

João Carvalho é um dos sócios da Melom. Uma empresa que encontrou o seu potencial de negócio nas restrições à concessão de crédito para compra de habitação.
09.03.2012 | Por Cátia Mateus


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Dizer que a adversidade pode gerar boas oportunidades de negócio pode parecer senso comum, até existirem exemplos concretos. Não foi a crise em si que uniu um arquiteto e um advogado, mas sim uma ideia de negócio que, talvez impulsionada pela adversidade que vive o sector imobiliário, para ambos tinha pernas para a andar. João Carvalho (o arquiteto) e Manuel Alvarez (o advogado) perceberam que em Portugal faltava uma marca que fosse referência no sector das obras e das remodelações. Da constatação à criação não foi preciso muito. E porque nos negócios o tempo e a oportunidade são tudo, em 2011 nasceu a Melon Portugal.

“Percebemos que a remodelação e da reabilitação urbana eram das areas do imobiliário que estavam mais fragmentadas. Existiam em Portugal inúmeras micro e pequenas empresas de construção civil, dedicadas ao contexto da micro reabilitação e dos pequenos arranjos domésticos e observando este contexto, ficámos muito entusiasmados com a oportunidade de explorar este segmento de mercado de uma forma estruturada e profissional”, relembra João Carvalho, sócio da Melom Portugal.
O arquiteto relembra que apesar da adversidade da conjuntura, a equipa teve até alguma urgência em abrir a empresa. “Pressentimos que a ideia era excecional e que tinhamos de ser os primeiros a implementá-la”, refere adiantando que “a atual conjuntura económica contribuiu de forma decisive para avançarmos, pois a restrição ao crédito dificulta a compra de casas novas obrigando a maiores permanências em casas antigas e, por outro lado dificulta também as vendas, impulsionando a necessidade de valorizar a habitação através de obras e remodelações”.

E este é precisamente o negócio da Melom, não só em habitações como em escritórios. A empresa nasceu no início de 2011 e desde a sua criação já assegura emprego direto a oito colaboradores, sendo também responsável pela criação de mais de 150 postos de trabalho indiretos, através da sua atual rede de franchisados. Um número que, segundo João Carvalho vai crescer já este ano. O diretor-geral da empresa prevê a admissão de novos colaboradores para a Melom já este ano. A ideia, revela, “é recrutar na área das tecnologias de informação e de dinamização da rede”.

Tal como todos os empreendedores, a dupla da Melom também sentiu a adversidade do momento, mas não cruzou os braços. “Arquitetos, engenheiros, construtores e todos os profissionais do sector imobiliário estão confrontados com a mudança de paradigma desta área de atividade. Isto obriga a uma mudança de comportamentos e de expectativas e muitos ainda não compreenderam a nova realidade”, explica o diretor. A estratégia da Melom passa por manter a motivação dos franchisados, mostrando-lhes que este também pode ser um importante momento de oportunidades para a empresa.

Presente no Mercado desde 2011, a Melom ainda não recuperou o seu investimento inicial. A equipa de mentores da empresa prevê que o retorno só aconteça em 36 meses, após o dos próprios franchisados. Mas nem por isso a Melom deixa de se expandir. João Carvalho confirma que a empresa tem planos para estabelecer novas parcerias a breve prazo e a diversificação da atividade, a acontecer, “será sempre voltada para a componente da reabilitação”.

Na criação da empresa, os sócios ultrapassaram algumas dificuldades, nomeadamente a falta de confiança do mercado e a acentuada recessão económica que o país vive. Determinação, persistência e muito trabalho em equipa foram as ferramentas utilizadas para vencer a adversidade, mas João Carvalho não nega que ajudou muito o facto da equipa ter criado a empresa com recurso a capitais próprios e sem recurso à banca. “É uma vantagem muito grande”, confessa.

E se para João Carvalho o financiamento próprio é meio caminho andado para o sucesso do projeto, os recursos humanos são também determinantes. “Coesão e espírito de equipa são palavras gastas em gestão, mas quando praticadas na cultura de uma empresa são poderosíssimas e essa foi a minha grande descoberta como empresários”, acrescenta.

BI EMPRESARIAL

Promotores:
João Luís Carvalho, 38 anos
Manuel Alvarez Salamanca, 37 anos

Formação:
João Carvalho é arquiteto, formado pela Faculdade de Arqtuitetura da Universidade Lusíada, e Manuel Alvarez é licenciado em Direito pela Universidade de Saragoza.

Área de atividade:
A Melom atua no sector imobiliário, especializando-se na reabilitação, manutenção e realização de obras em edifícios residenciais e escritórios.

Data da criação:
2011.

Empregos criados:
Desde a sua criação, a empresa originou oito postos de trabalho diretos na Melom Portugal e mais de 150 empregos indiretos, através da rede de franchisados da marca.

Público-alvo:
“A Melom está pensada para responder a todos os proprietários, inquilinos ou empresas que precisem de realizar obras. Somos bastante abrangentes e não nos dirigimos apenas a um nicho de Mercado”, explica João Carvalho.

Estratégia de gestão:
Gerir em alerta, ou seja, “sentir muito bem o terreno e o que ele comunica porque hoje é muito importante perceber os sinais de mudança e agir em tempo útil”.

Principais dificuldades sentidas:
A grande dificuldade com que a equipa se deparou foi, essencialmente, a falta de confiança do mercado e o contexto de acentuada recessão económica que o país atravessa.

Sítio online:
www.melom.pt



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