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Troika e mercado de trabalho em discussão

Troika e mercado de trabalho em discussão

A Associação para a Formação Profissional e Investigação da Universidade de Aveiro (UNAVE) e a Synergie estão a promover um ciclo de seminários sobre a Troika e o mercado de trabalho. O primeiro evento decorre já no dia 2 de fevereiro e vai abordar o novo pacote laboral da Troika.
23.01.2012 | Por Maribela Freitas


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“A ideia de realizar este ciclo surgiu da necessidade sentida por inúmeras empresas em aceder à informação atual e objetiva acerca dos objetivos, medidas e políticas económicas estabelecidas pela Troika e, principalmente, as inovações legislativas ao nível laboral”, explica Maria do Rosário Pires, diretora de formação da UNAVE. Acrescenta que esta parceria entre a universidade e as empresas é a forma ideal para a partilha de informação relevante no seio do mundo empresarial, com vista a fomentar a discussão e análise crítica em relação aos propósitos da Troika ao nível do mercado de trabalho. O primeiro seminário decorre já em fevereiro, mas estão mais três programados para os próximos meses, sendo que em cada um serão admitidos o máximo de 25 participantes. Empresários, gestores de topo, quadros técnicos e colaboradores na área dos recursos humanos, profissionais da área do direito laboral e demais público em geral com interesse específico na temática, são o público-alvo desta iniciativa. Serão vários os temas em análise nestes seminários. Ao nível da gestão dos recursos humanos serão abordados: os novos limites das compensações por cessação de contrato de trabalho; o novo sistema de funcionamento das compensações; a nova definição dos despedimentos individuais; a flexibilização dos tempos de trabalho; a nova concertação salarial, a descentralização da negociação coletiva; o regime especial de renovação extraordinária dos contratos de trabalho a termo certo, entre outros. “Uma das grandes marcas da Troika traduz-se na flexibilização dos instrumentos e mecanismos da gestão laboral tendente à aproximação de certos regimes jurídicos com o sistema laboral comunitário, o qual será determinante para a implementação de um novo modelo laboral em Portugal que permita uma maior capacidade de adaptação e evolução do tecido empresarial às novas realidades e fenómenos do trabalho tendo em vista a competitividade e sustentabilidade económica”, salienta Gabriela Gradeço, diretora da delegação de Aveiro da Synergie. Os organizadores esperam que este ciclo de seminários desperte o interesse das empresas e seus responsáveis para as mudanças que irão ocorrer. “É uma matéria de importância vital para a sobrevivência e competitividade das empresas num contexto económico e laboral de nível europeu”, refere Maria do Rosário Pires. Já Gabriela Gradeço salienta que “o novo pacote laboral da Troika constitui, para nós, uma autêntica ‘revolução silenciosa’ marcada pela celeridade e o elevado grau de extensão das reformas jurídico-laborais que terão um impacto económico-social sem precedentes no nosso país”.


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