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Tecnologia e engenharias: o que procuram as empresas

Tecnologia e engenharias: o que procuram as empresas

Há emprego mas faltam candidatos. É assim nas tecnologias de informação, um dos ramos mais dinâmicos das engenharias, há vários anos. O desafio das empresas é atrair e qualificar talento para o sector.

16.10.2015 | Por Cátia Mateus


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Segundo a Comissão Europeia, em 2020, o velho continente terá um défice de cerca de 200 mil engenheiros de várias especialidades. Motor de desenvolvimento económico e de inovação as áreas da engenharia (em alguns ramos de especialidade) e das tecnologias de informação (TI) têm sido, sucessivamente, apontadas em Portugal como áreas onde há carência de profissionais. Um estudo realizado este ano pelo Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável BCSD Portugal, identificava entre as cinco competências mais escassas e onde as empresas nacionais têm maiores dificuldades contratação de perfis qualificados os técnicos de redes, programadores, analistas de sistemas e programadores. Na semana que antecede a última feira virtual de recrutamento da fase de lançamento do programa Portugal a Recrutar - dedicada à contratação de profissionais de engenharia e tecnologias de informação (IT & Engineering) e com data de inicio marcada para 19 de outubro - é de oportunidades nestas área que falamos.?

Nos últimos anos, Portugal soube atrair para solo nacional o interesse de múltiplas organizações internacionais que passaram a encarar as universidades portuguesas como plataformas de fornecimento profissionais de excelência, mas também o país como uma localização preferencial para os seus centros globais de competências. Salvo em algumas áreas da engenhariade mais fustigadas pelos impactos da austeridade nacional e pela estagnação da atividade em alguns sectores, como o da construção que começa agora a recuperar, novos projetos e o reforço da atividade de algumas empresas permitiram criar emprego no sector. A área tecnológica foi das mais beneficiadas e tudo indica que os níveis de contratação se deverão manter elevados.

“O sector das TI em Portugal só não tem pelno enprego porque é vítima de um fenómeno que contraria todas as estatísticas: possui cinco a oito mil vagas por preencher por não existirem candidatos em número suficiente e com as competências necessárias”. É desta forma que Patrícia Fernandes, diretora de Marketing e Comunicação da Microsoft Portugal resume o emprego num sector onde os salários são cerca de “50% superiores à média salarial do país”. ?E são vários os gaps que podem contribuir para a escassez de candidatos nestas áreas. O afastamento das áreas científicas enquanto opção de formação é uma das razões, mas José Vilarinho, CEO da Opensoft fala de outras como o desafio de conseguir num candidato o equilíbrio entre “um bom conhecimento técnico e fortes competências sociais e de análise”. O CEO da tecnológica realça que nestas áreas, “a gestão de carreira é crítica, pois só adquirindo novas competências os profissionais se manterão atrativos e valiosos para os empregadores”.

A esta equação, Nuno Manuel Martins, diretor de operações (chief operations officer) da Decskill, acrescenta as soft skills, cada vez mais importantes entre os profissionais da área de engenharia e tecnologias. “Estar numa empresa não é estar num laboratório. A qualidade da interação é fundamental”, enfatiza o responsável acrescentando que “o tema das competências comportamentais é ainda uma questão pouco trabalhada nas universidades portuguesas” apesar da questão comportamental e comunicacional ser cada vez mais vital no sector. ?

Isabel Ribeiro, diretora de recursos humanos da Gfi Portugal, reforça esta tendência. A empresa que prevê contratar 200 novos profissionais no próximo ano aponta “a criação de medidas que visem contornar a escassez de profissionais na área das TI e a retenção de talento” como o grande desafio atual do sector. É de resto este ambiente de escassez de profissionais que obriga as empresas a adotarem políticas de incentivo e remunerações muito competitivas. “Portugal é bastante atrativo para potenciais empregadores nas TI e por isso, as empresas têm que manter políticas de compensação bastante atrativas e reinventar, em contínuo, mecanismos de retenção das suas pessoas não apenas financeiros”, explica a diretora de RH da Critical Software apontando o sector como um dos que mantém salários “realmente atrativos”. Juntas, a Microsoft, a Opensoft, a Decskill, a Gfi Portugal e a Critical Software, deverão criar pelo menos 350 novas oportunidades de emprego em solo nacional, . ?



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