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Requalificar e empregar

Requalificar e empregar

Portugal tem falta de profissionais na área das Tecnologias de Informação e luta para combater uma taxa de desemprego que, pese embora a tendência de dimuição que tem evidenciado, se mantém elevada. Para muitos especialistas, parte da resolução deste problema pode passar pela requalificação dos desempregado, formando-os para carreiras na área das tecnologias. Há bons exemplos já em prática.

16.10.2015 | Por Cátia Mateus


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Estatísticas recentes apontam como tecto a possibilidade de criação de 50 mil novas oportunidades de emprego na área das tecnologias de informação em Portugal, até 2017. Aproveitando o embalo gerado pela dinâmica de um sector que, apesar da adversidade económica dos últimos anos, se manteve ativo nas contratações em Portugal, somam-se no país vários programas focados na reconversão profissional de desempregados, estruturados com o objetivo de captar para esta área perfis com qualificações marginais ao sector.

Para o presidente do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), Jorge Gaspar, esta pode ser uma importante ferramenta no combate ao desemprego jovem e de longa duração. Mas o líder do IEFP reconhece que nem todos os profissionais têm perfil para abraçar estas oportunidades de mudança.?O que têm em comum programas como o Ativar Portugal, dinamizado pela Microsoft, a iniciativa da InvestBraga - que em parceria com a Universidade do Minho e o IEFP quer qualificar 200 novos profissionais para a área das TI até ao próximo ano-, ou as várias dezenas de acordos de cooperação que o IEFP tem estado a assinar com universidades e politécnicos nacionais para garantir formação na área tecnológica? Todos têm como meta ajudar profissionais desempregados a mudar o rumo da sua carreira, atraindo-os e qualificando-os para a área das tecnologias de informação. ?As ações de formação são gratuitas e incluem estágio e já envolveram largas centenas de profissionais, de norte a sul do país. Mas não estão acessíveis a todos os perfis profissionais.

Numa entrevista recente ao Expresso Emprego, o presidente do IEFP reconhecia a necessidade de que os desempregados selecionados para estes programas de formação tivessem, de algum modo, facilidade de raciocínio matemático e aptidão tecnológica. E embora reconheça que este está a ser e continuará a ser um importante contributo no combate ao desemprego, à medida que forem decorrendo as formações previstas, e que enfatize que hoje mais do que nunca os profissionais devem manter abertura à mudança e à requalificação, Jorge Gaspar não nega que este caminho “exige uma imensa capacidade de adaptação e determinação por parte dos profissionais”. A quem queira agarrar estas oportunidades, faz saber que há várias iniciativas previstas neste âmbito.



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