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Podemos falar de dinheiro?

Podemos falar de dinheiro?

É um dos aspetos fundamentais num processo de contratação e embora o tema seja delicado, a especialista em recrutamento e colunista residente da Forbes, Liz Ryan, garante que não há que adiar o tema “Salário” ou sentir constrangimento em abordá-lo de forma direta e frontal com os recrutadores. E explica quando e como o deve fazer.

17.06.2016 | Por Cátia Mateus


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Na primeira entrevista não toque no assunto. Não é que seja proibido, mas tendo em conta que é o primeiro contacto que tem como o potencial recrutador, e que outros candidatos vão ainda ser analisados, não vai querer passar a mensagem de que só os euros sustentam a sua motivação e eliminar à partida as suas oportunidades de passar à segunda ronda de negociações. Mas se for chamado para uma segunda entrevista, “não deve encerrá-la sem chamar o tema 'salário' à discussão”, garante Liz Ryan, especialista em recrutamento e gestão de carreira e colunista residente da revista Forbes. Para a especialista o tema não só dever ser tratado quanto antes, para que nenhuma das partes perca tempo com negociações que se revelam infrutíferas, como é fundamental que o profissional coloque as suas condições em cima da mesa.

“É fundamental que o candidato deixe claro ao empregador, ou a quem está em nome dele a liderar o processo de recrutamento, que há determinados requisitos salariais que considera básicos se for o escolhido para desempenhar a função”, explica Liz Ryan. Não são poucos os casos em que os candidatos são sujeitos a longos processos de seleção e inúmeras entrevistas para no final serem confrontados com uma proposta salarial por parte da empresa que fica aquém das suas expectativas, do que consideram justo para a função ou até abaixo do patamar salarial que auferem na função em que atualmente se encontram. Um cenário que a especialista reconhece como “desencorajador e frustrante” e cuja única maneira de evitar é “colocar o assunto 'salário' em cima da mesa quanto antes”, defende.

A barreira da segunda entrevista
A passagem à segunda entrevista é o momento certo para o fazer, na opinião da especialista. Este é o sinal claro de que a empresa esta interessada no candidato e que o quer conhecer melhor, para validar o seu “fit” (adequação) ao cargo. Como tal, é também o momento em que “o candidato deve expor as suas condições ao potencial empregador”, argumenta. ?Ninguém muda, conscientemente e por vontade própria, para pior. A menos que se veja numa situação de desemprego, e seja obrigado a aceitar condições salariais abaixo da função anterior para poder regressar ao mercado de trabalho e manter-se ativo.

É por isso normal que todos os profissionais que não estão nesta situação procurem um upgrade salarial. “Deve deixar claro ao recrutador durante a segunda entrevista de que não vai continuar a passar de entrevista em entrevista, sem perceber se a perspetiva salarial do empregador coincide com a sua”, aconselha Liz Ryan que diz mesmo que o candidato deve perguntar claramente “vamos falar de salário?” ou “qual é a patamar salarial previsto para esta função”.?É óbvio que o recrutador poderá rebater a questão com outra pergunta: “quanto ganhava na sua última função ou quanto ganha no seu cargo atual?”.

Se está disposto a mudar de emprego pelo mesmo valor, clarifique-o. Se não pretende mudar a menos que essa mudança seja financeiramente compensadora, deve dizê-lo claramente e sem que dai resulte lugar a dúvidas. Foque também outros benefícios que detenha no seu atual cargo extra-salariais (seguros de saúde, dias extra de férias, viatura de serviço, etc). “A segunda entrevista é o momento certo para começar a colocar estas questões em cima da mesa, ainda que possa deixar aberta a porta da negociação, caso seja do seu interesse”, explica a especialista da Forbes.

Segundo Liz Ryan, esta discussão é também vista pelo recrutador como essencial e um sinal de honestidade por parte do candidato. Trata-se de ambos perceberem à partida se há interesse mútuo em dar continuidade à negociação que estão a estabelecer. “Nem o candidato quer perder tempo para receber uma proposta que defraude as suas expectativas, nem o recrutador quer dedicar o seu tempo a entrevistar sucessivamente alguém que não vai conseguir contratar pelo salário que quer pagar”, reforça.



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