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Pequenos empresários desconhecem programas de apoio

Pequenos empresários desconhecem programas de apoio

Cerca de 76% de um universo de 1300 microempresários e empreendedores portugueses, dizem desconhecer a existência de programas de formação destinados a preparar e impulsionar o arranque de novos negócios, sobretudo a uma escala micro. A conclusão é avançada no primeiro Estudo Nacional de Competitividade Regional, realizado pela startup Zaask, de Luís Pedro Martins e Kiruba Eswaran, com o objetivo de realizar uma radiografia real e atualizada que permita apoiar pequenos empreendedores.

25.03.2016 | Por Cátia Mateus


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A maioria dos empreendedores nacionais e microempresários (76%) não têm conhecimento da existência de programas de formação, promovidos pelos governos regionais/ locais, destinados a impulsionar novos negócios ou qualificar os pequenos empresários em áreas estratégicas ao negócio e à gestão empresarial quotidiana. A startup portuguesa Zaask, realizou uma “radiografia” ao panorama do empreendedorismo português, com o primeiro Estudo Nacional de Competitividade Regional Zaask, que concluiu ainda que, mesmo entre os pequenos empresários que admitem conhecer programas de apoio à iniciativa empresarial, de âmbito local ou regional, 57% consideram que estes são insuficientes.

Com a realização deste estudo de competitividade regional para micro e pequenas empresas, Luís Pedro Martins e Kiruba Eswaran, fundadores da Zaask, quiseram analisar a realidade nacional nesta matéria, indo de encontro à sua missão de ajudar os pequenos empreendedores e empresas a aumentar o seu volume de negócios. “A Zaask propôs-se saber qual o sentimento dos pequenos empreendedores sobre a competitividade dos respetivos distritos, para entender onde existem as boas práticas que podem ser aplicadas a outros distritos e onde residem as falhas que pode receber um maior foco por parte das autarquias e organismos públicos para uma eficaz resolução das mesmas”, explicam.

O estudo, que inquiriu mais de 1300 microempresas e empreendedores, permitiu concluir que embora 53% dos líderes considerem que a suas empresas estão numa situação financeira razoável, mais de metade dos empreendedores portugueses analisam a situação económica distrital e nacional de forma negativa. As empresas da Região Autónoma da Madeira, Santarém e Bragança, são aquelas que avaliam a sua situação financeira de forma mais negativa. Contudo, há otimismo em relação à situação futura: “cerca de metade dos empresários considera que a situação poderá melhorar (um pouco ou muito) ao longo do ano”, conclui o estudo. Esta visão mais positiva é, sobretudo, característica das empresas mais recentes, com os empresários de Viana do Castelo e Guarda a liderarem o ranking dos distritos mais otimistas face às perspetivas futuras, enquanto os empreendedores de Portalegre se mostram mais negativos em relação à evolução da economia e dos negócios.

Um dos aspetos analisados no estudo foi a facilidade de contratação sentida pelos empresários das várias regiões. Cerca de 32% dos empreendedores inquiridos consideram difícil contratar no seu distrito, enquanto 28% não identificam problemas de maior nesta matéria. Viana do Castelo, Portalegre, Braga e Leiria são, segundo os líderes das microempresas, os distritos onde existe maior facilidade em recrutar. Também divididas estão as opiniões dos empresários em relação às dificuldades inerentes à criação de novo projeto empresarial. 35% vê com muita ou alguma dificuldade o lançamento de um negócio no seu distrito, enquanto 31% consideram haver facilidade na criação de novos negócios na sua região.



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