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10 regras do bom estagiário

10 regras do bom estagiário

Em época de arranque das fases de seleção para a maioria dos programas de estágio e trainees, não é demais lembrar que estes períodos de experiência são em muitos casos a primeira porta de entrada no mercado de trabalho e um importante trampolim para a empregabilidade. Mas tudo depende da prestação do jovem profissional neste período de experiência e aprendizagem. Reunimos algumas dicas que podem ajudá-lo a marcar pontos junto dos recrutadores e a destacar-se entre a concorrência. 

25.03.2016 | Por Cátia Mateus


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É sabido que o primeiro contacto com o mercado de trabalho não é fácil, sobretudo se estivermos a falar de contextos de grandes empresas ou multinacionais que recebem um elevado número de estagiários ou trainees a cada ano. No momento em que são selecionados, os jovens candidatos sabem que cumpriram uma importante etapa na sua integração no mercado de trabalho, mas ganham também o peso da consciência de que os momentos verdadeiramente decisivos são os que estão para chegar: as múltiplas etapas de avaliação e seleção que terão de passar durante o estágio, competindo com os candidatos por um lugar entre os profissionais da empresa. Para orientar quem pela primeira vez contacta com o mercado de trabalho ou com as práticas quotidianas de uma organização, a investigadora Jessica Levco, da Universidade de Chicago, elaborou guia de orientação do bom estagiário que compila os dez mandamentos essenciais a quem quer garantir um emprego depois do estágio.

?Disponibilidade para ajudar os outros e trabalhar em equipa é, segundo a investigadora, um dos aspetos mais valorizados pelos recrutadores. “Independentemente da função do candidato na organização, ele deve estar disposto a ajudar qualquer elemento da equipa, mesmo numa função fora do seu leque de abrangência”, explica acrescentando que esta disponibilidade é bem vista pelas chefias e colegas de trabalho, contribuindo para sua integração na equipa. A questão do horário de trabalho é também crítica e está entre os aspetos que levanta maior contestação.

Muitos estagiários não encaram com bons olhos os pedidos para permanecerem na empresa mais tempo do que o horário de trabalho acordado determina, mas para a investigadora esta é uma das formas mais utilizadas pelas chefias para testar a capacidade de empenho e dedicação dos jovens profissionais à empresa e à carreira. Não quer dizer que tenha de ceder sempre, mas não feche as portas se lhe pedirem algum tempo extra, sobretudo se a hora de saída significar deixar a meio uma tarefa.

Na verdade, esta questão está ligada a outro dos aspetos que segundo Jessica Leveco, o candidato nunca deve perder de dista: a consciência de que está permanentemente a ser avaliado. Por mais informal que seja a empresa, por mais animada que seja a equipa “o estagiário nunca se deve esquecer que está a ser avaliado pelo seu desempenho e pela sua capacidade em executar corretamente as tarefas de que está incumbido”. Não perder este foco é determinante. Tão determinante como aproveitar todas as ocasiões e experiência para absorver o máximo de aprendizagem durante o tempo de duração do estágio.

São bem vistos e valorizados os candidatos que questionam, que demonstram vontade de saber, de conhecer e de testar as suas capacidades. “Não basta ser estagiário, há que ser o estagiário. É fundamental que se faça notar e se destaque entre os restantes”, argumenta acrescentando que isto passa não só pelo desempenho, mas também por outras regras de ouro como a imagem, em particular o uso de roupa apropriada, a capacidade de networking e de relacionamento com os demais (sejam eles colegas da mesma equipa, de outras equipas, clientes da empresa ou até profissionais de empresas da concorrência) e a adaptação á cultura organizacional da firma.

Em contextos mais digitais, realça a investigadora, é também fundamental ser criterioso na gestão da sua página pessoal, não colocando nada que possa prejudicar a sua imagem profissional ou a da empresa.



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