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O poder da 'gestão magra'

O conceito tem mais de meio século mas a recente crise mundial celebrizou-o. O Lean Thinking sustenta-se na redução dos desperdícios organizacionais como meio de optimização de resultados. Por cá, a crescente notoriedade da ‘gestão magra’ tem vindo a conduzir cada vez mais alunos à pós-graduação em Lean Management
23.09.2009


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Cátia Mateus

Diminuir o peso das organizações e os desperdícios que geram e, através disto, alcançar uma maior competitividade, produtividade e optimização de resultados são as metas da gestão lean que, nos dias que correm, estão na mira de um número crescente de organizações. O conceito não é novo mas esta técnica de “transformar a gordura das organizações em músculo” ganhou um número estrondoso de adeptos com a recente crise da economia mundial. Para dar resposta à curiosidade dos gestores por este modelo de gestão, a Comunidade Lean Thinking vai arrancar já em Outubro com a 6ª edição da Pós-graduação em Lean Management (PGLM), provando que nas empresas nada se perde, tudo se transforma.

Ao todo são 170 horas de formação lectiva, dividida por nove módulos onde os alunos irão adquirir conhecimentos e competências no âmbito desta filosofia de gestão com a meta de desenvolverem nas organizações onde se inserem boas práticas de gestão melhorando o desempenho operacional das empresas. Na essência, o curso levará os alunos a compreender os conceitos e princípios lean thinking, conhecer e aplicar as ferramentas lean nas suas organizações, desenvolver metodologias propícias à implementação da gestão ‘leve', potenciar a transmissão dos conhecimentos aprendidos às pessoas com quem trabalham, orientar os seus esforços no sentido do cliente e fomentar o trabalho em equipa e orientado para a obtenção de resultados.

Com data de arranque agendada para 16 de Outubro e as inscrições em curso, esta pós-graduação contempla ainda a realização de um projecto final a realizar, preferencialmente, nas empresas dos formandos e várias visitas de estudo a empresas onde a metodologia lean já se encontra implantada com uma elevada taxa de sucesso e resultados notórios.

A pós-graduação vai realizar-se em Almada, Porto e Leiria, em horário pós-laboral, e será assegurada por um leque de formadores ligados ao mundo empresarial e académico que apoiarão as suas intervenções em casos práticos e levarão os formandos a identificar os desperdícios e criar valor nas suas organizações. O curso durará um ano lectivo e tem como destinatários preferenciais gestores e engenheiros, responsáveis por áreas de negócio ou líderes de equipa. No fundo, todos os que ambicionem melhorar o desempenho dos seus sistemas de operações enquanto criam valor para a organização e para os clientes.

Procurando a perfeição constante nos processos, o pensamento lean sustenta-se numa atitude de permanente insatisfação e busca pela melhoria contínua, fazendo do tempo a mais competitiva das armas. O ponto de partida deste conceito é o reconhecimento de que apenas uma pequena fracção do tempo e esforço de uma organização é convertida em valor real e, uma vez delimitado o valor de um produto ou serviço na perspectiva do cliente, todas as actividades que não acrescentem devem ser eliminadas do processo. Uma visão que em época de crise económica pode fazer a diferença numa organização.

Em Portugal o Lean Thinking (pensamento magro) tem vindo a ganhar notoriedade em muito devido ao sucesso que alcançou em organizações como a Toyota, mas também pelo esforço de divulgação do conceito que a Comunidade de Lean Thinking tem vindo a fazer através do seu sítio www.leanthinkingcommunity.org. E se a pós-graduação é uma das vertentes deste esforço de divulgação, a verdade é que esta comunidade investe há muito na realização de workshops e na investigação e transferência de conhecimentos no mundo académico e empresarial. Um esforço que terá contribuído para que as empresas lusas compreendam hoje esta filosofia e as suas potencialidades.

Sem recurso a complexos sistemas informáticos o Lean Thinking tem por base ferramentas muito simples, centrando-se numa abordagem inovadora às práticas de gestão sustentada no estabelecimento de relações de mútuo benefício (win-win) entre os diversos intervenientes da cadeia de valor. Na sua essência, este princípio defende que a crise se pode combater através de uma justa e eficiente cadeia de criação de valor, sem quaisquer desperdícios, reforçando por esta via a competitividade das organizações.

Emagrecer sem perder valor de mercado

Os princípios que norteiam o pensamento lean, também conhecido como a "gestão magra" de uma organização, são básicos e a sua aplicação não carece de arrojados e complexos sistemas informáticos. A palavra de ordem é optimização de recursos, sem nunca perder de vista as seguintes orientações:

. É fundamental conhecer bem o cliente (stakeholder) e os seus objectivos;
. Este modelo de gestão alcança as suas metas quando gera valor para cada um dos stakeholders do negócio;
. A aplicação deste modelo implica uma análise detalhada de toda a cadeia de valor, ou seja, a sequênia de actividade e todos os processos envolvidos na cadeia;
. A grande bandeira de todo o processo é a optimização de fluxos (materiais, de informação, recursos humanos ou capital). Sempre que há estagnação, há perdas para a organização;
. O cliente deve ser o motor de arranque de qualquer procedimento (adoptar uma lógica de pull);
. Procurar a perfeição nos processos de eliminação de desperdício e na criação de valor;
. Investir constantemente na inovação.



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