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Menos incrementos salariais para o sector segurador no próximo ano

Menos incrementos salariais para o sector segurador no próximo ano

Os incrementos salariais no sector segurador vão diminuir no próximo ano. O alerta é sustentado pela consultora Mercer no seu habitual Total Compensation Report para o sector segurador. A boa notícia é que a maioria das organizações tem intenção de manter o mesmo número de colaboradores que tem atualmente.
08.12.2011 | Por Cátia Mateus


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Os profissionais ligados ao sector segurador também vão sentir a crise que já chegou à generalidade dos portugueses. Pelo menos a avaliar pelos resultados do estudo Mercer Total Compensation para este segmento de atividade. Segundo o estudo da consultora, que analisou 9.695 postos de trabalho do ramo no mercado nacional, os incrementos salariais perspetivados para o próximo ano serão inferiores aos verificados em 2011, sendo que as expectativas apontam para um incremento salarial médio entre os 1,07 e os 1,48%. Os diretores gerais e os administradores terão o menor incremento salarial de toda a estrutura organizacional. Menos aumentos salariais para os grupos funcionais mais elevados (cargos de direção, administração e chefias intermédias) e mais para as os quadros superiores, comerciais e administrativos. É esta a intenção apurada pela Mercer para o próximo ano no sector segurador, sendo certo que os maiores aumentos não excederão 1,48%. Em 2011, o incremento salarial médio por grupo funcional oscilou entre um mínimo de 0,99% para os niveis comerciais e de vendas e um máximo de 1,98% para os cargos de direção geral e administração. A estratégia manifestada pela maioria das empresas é agora a inversa. A uniformização a longo prazo nos incrementos salariais é hoje uma realidade, tanto em Portugal como no espaço europeu e o sector segurador não é disso exceção. Um comportamento que para a Mercer é motivado tanto por uma inflação que se pretende reduzida e orientada por regras de controlo e disciplina orçamental a que obrigam as normas da União Europeia, mas também por uma crescente integração dos mercados laborais europeus derivada de uma crescente mobilidade do trabalho. Os meses de março e abril de 2012 são os apontados pela maioria das empresas para a sua revisão salarial e segundo a consultora são vários os fatores que determinam a percentagem do aumento. Os resultados individuais do colaborador são os que mais pesam (92%), mas em linha de conta nesta análise estão também os resultados da organização e a inflação. Na amostra analisada pela Mercer - com enfoque em 9.695 postos de trabalho - surgem também como fatores menos preponderantes na atribuição dos incrementos salariais a antiguidade e o nível funcional. As intenções de contratação foram também analisadas no estudo que confirmou que a maioria das organizações (67%) tem intenção de manter o número de colaboradores. Segundo Tiago Borges, senior associate da Mercer, “os últimos anos foram marcados, a nível mundial, pelos efeitos da crise financeira internacional, com origem na crise do subprime que deflagrou em 2007 nos EUA”. O especialista acrescenta que “a economia portuguesa sentiu os reflexos do agravamento da conjuntura, tendo as estimativas de crescimentos nos últimos anos sofrido significativas atualizações no sentido da baixa dos valores”. Tiago Borges confirma que “o pedido de auxílio financeiro à União Europeia, ao Fundo Monetário Internacional e ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira permitirá, no curto prazo, a continuação da liquidez e do financiamento da economia, mas terá um impacto imediato no curto médio prazo através de medidas mais duras de consolidação orçamental”. No que diz respeito á atribuição de benefícios praticados, os valores encontrados no sector segurador superam positivamente os do mercado em geral. Cerca de 92% das empresas inquiridas pela Mercer concedem aos seus colaboradores um complemento de subsídio à doença, quando no mercado em geral, apenas 39% o fazem. Igual discrepância é visível na atribuição de Planos de Pensões, verificando-se que 69% das empresas do sector segurador concede este benefício, quando no mercado geral só 40% o atribuem.


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