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LinkedIn: a nova carta de apresentação

LinkedIn: a nova carta de apresentação

A empresa de Don Goodman, a americana Best Resume Wiriting Service, foi considerada nos últimos três como a melhor empresa de serviços de gestão de carreira. Numa Era em que o Linkedin é nova carta de apresentação dos profissionais, consultámos o especialista para saber o que procuram os recrutadores num perfil de LinkedIn.

01.07.2016 | Por Cátia Mateus


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No relacionamento com recrutadores, quer se trate de uma posição de top ou de midlle management, há aspetos que qualquer candidato deve interiorizar para ampliar as suas oportunidades de carreira. A primeira (e principal) é, segundo Don Goodman, o conhecido guru americano de gestão de carreira e líder de uma das mais reputadas firmas de aconselhamento pofissional - a Best Resume Wiritting Service -, que “os bons recrutadores são pagos para encontrar a profissional certo para uma determinada função”. Por isso, no relacionamento com os recrutadores, “os profissionais devem interiorizar que a sua lealdade é com o empregador e não com o candidato”.

Por outras palavras, “o recrutador não está ali, necessariamente, para o ajudar a encontrar um emprego ou mudar para melhor, a não ser que você tenha aquilo que o cliente dele procura para a função que tem em aberto”, explica Don Goodman, acrescentando que a clarificação destas prioridades ajudará o candidato a otimizar a sua abordagem aos recrutadores e a moldar a sua apresentação aquilo que para eles é determinante saber.?Entrar no radar destes recrutadores é o primeiro passo, e um dos mais decisivos no processo de procura de emprego.

Don Goodman não tem dúvidas de que o Linkedin é hoje uma das plataformas de trabalho mais essenciais aos recrutadores. Muitos já apontam esta rede social como sendo “a nova carta de apresentação dos profissionais”. E como toda a boa carta de apresentação, também o perfil do Linkedin tem de ser construído de forma cuidada, cirúrgica e capaz de dar resposta ao que procuram os recrutadores, em nome dos seus clientes. “Para captar o interesse dos recrutadores, é preciso que os candidatos consigam demonstrar no seu perfil de Linkedin que cumprem a maioria - senão mesmo todos - os requisitos para a função”, explica Don Goodman.

Ingrediente para um bom perfil
Ainda que não existam receitas infalíveis, o especialista acredita que há “ingredientes” que não podem faltar num bom perfil de Linkedin, daqueles que atraem recrutadores. Don Goodman elenca seis: uma boa headline, um sumário bem construído, rigor na hierarquia de experiências e competências, rede de contactos relevante, recomendações e uma boa imagem de perfil. Cada um deles pode ser decisivo num processo de recrutamento. Don Goodman explica porquê.

A headline é a primeira informação sobre um candidato que o recrutador visualiza, antes mesmo de clicar no perfil. Por defeito, é referenciado o nome do profissional e a sua atual posição. A maioria dos recrutadores parte desta informação para decidir se o candidato deve ser considerado no processo de seleção. “O candidato pode aproveitar o headline para acrescentar algumas informações como o sector de atividade colocando, por exemplo, gestor de contas na área da Saúde e não apenas gestor de contas”, explica.

O sumário do seu percurso profissional também deve ser bem pensado. E embora tenha de ser sucinto, não há razão para que não possa incluir as suas principais competências e conquistas profissionais. “Referir algumas palavras-chave e expressões próprias da sua área de atividade também aumentará a probabilidade do seu perfil aparecer nas pesquisas dos recrutadores”, aconselha Goodman.

O especialista aconselha ainda os candidatos a referenciar as suas principais competências e como as utilizou para alcançar o sucesso nos cargos que ocupou.?Ao nível da rede de contactos e das recomendações, o especialista realça que não devem ser negligenciados porque são muito relevantes para quem analisa um perfil de Linkedin com o objetivo de recrutar. “Os empregadores procuram um candidato que combine na sua rede de contactos quantidade e relevância”, realça. Por outras palavras, é importante ter uma vasta rede de contactos, apenas se a maioria deles estiver relacionada com a sua área de atuação.

O mesmo sucede com as recomendações. Só se tornam relevantes se forem especificamente direcionadas para as competências que pretende evidenciar aos olhos dos recrutadores. Por último, mas não menos relevante, Goodman relembra que a fotografia de perfil deve ser profissional e espelhar o seu posicionamento no mundo laboral.



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