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Licenciados com trabalho assegurado

Estão longe de marcar passo à procura de emprego. Na Universidade Técnica de Lisboa e na Universidade do Porto, a maioria dos diplomados consegue trabalho em menos de seis meses após a conclusão do curso.
04.11.2010 | Por Marisa Antunes


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A crise no mercado de trabalho afeta milhares de licenciados mas a verdade é que o destino é, frequentemente, traçado pela proveniência do canudo. Há universidades que devido ao seu estatuto e prestígio garantem aos seus diplomados uma elevada taxa de empregabilidade que pode até causar espanto no atual contexto conjuntural. É o caso, por exemplo, da Universidade Técnica de Lisboa (UTL), onde a taxa de empregabilidade dos diplomados atinge os 95% no primeiro ano. Um número significativo se se tiver em conta que o estudo elaborado pela instituição abrangeu as sete faculdades da UTL, onde se incluem por exemplo, o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas ou a Faculdade de Arquitetura, formações já com um histórico complicado ao nível da absorção do mercado. E mais uma prova de que a instituição tem um peso incontornável na altura de empregar.

“É importante referir que a grande maioria - cerca de 81% - está a exercer diretamente na sua área de formação, o que abrange estes jovens que se formaram em áreas atualmente mais complicadas”, destaca ainda o reitor da instituição, Fernando Ramôa Ribeiro. Para além destas duas faculdades, a UTL integra ainda a Faculdade de Medicina Veterinária, Instituto Superior de Agronomia, Instituto Superior de Economia e Gestão, Instituto Superior Técnico e a Faculdade de Motricidade Humana.

O estudo ‘Empregabilidade dos diplomados da UTL – 2006 a 2008' abrangeu 7000 diplomados, a maioria dos quais finalizou o curso com 24 anos, sendo 50% mulheres e 78% provenientes da Região de Lisboa e Vale do Tejo, sendo a classificação final média dos diplomados de 14 valores. “Uma média que não surpreende pois a maioria destes jovens escolheu a UTL como primeira opção”, reforça o reitor. Há um outro pormenor a destacar, acrescenta ainda este responsável: “30% dos inquiridos realizaram parte dos seus estudos no estrangeiro, em programas Erasmus, ou similares, fator que pesa significativamente no processo de decisão dos empregadores”. Assim, e esmiuçando as conclusões do estudo, após finalizado o curso, a maioria dos diplomados da Universidade Técnica de Lisboa tem emprego assegurado no primeiro ano (95%), 88% até 6 meses, 8% até 1 mês. 44% dos inquiridos garantiram emprego antes de conclusão do curso.

Empregabilidade a norte

Também na Universidade do Porto (UP) os números são satisfatórios ainda que se reportem igualmente a um período onde a situação de desemprego não estava muito agudizada. Segundo um estudo recente, a maioria dos recém-licenciados leva apenas 3,4 meses, em média, a conseguir o seu primeiro emprego. Isto em termos médios, porque uma análise por género revela que os homens conseguem a sua primeira oportunidade profissional seis meses antes das suas colegas femininas.

“A média para os homens foi de 2,9 meses e para as mulheres de 3,5 meses”, especifica a vice-reitora da UP, Maria de Lurdes Correia Fernandes. A empregabilidade também depende da área escolhida. “Em, certos cursos, a taxa de empregabilidade é quase imediata. É o caso dos diplomados nas áreas da Medicina ou nas Engenharias, por exemplo”, refere a vice-reitora da UP.

Um estudo elaborado pelo Observatório de Emprego da instituição envolveu os diplomados no ano letivo 2007-2008 que responderam ao inquérito on-line entre fevereiro e abril de 2010, ou seja, entre 14 e 20 meses depois da conclusão do curso. As conclusões revelaram que, apesar dos tempos de crise económica sentidos nos últimos anos, 74,4% dos estudantes da Universidade do Porto necessitou de menos de 6 meses para ingressar no seu primeiro emprego.

A vice-reitora destaca ainda que, de acordo com as conclusões do estudo, “a grande maioria considera que as funções que desempenham no emprego atual são adequadas à formação obtida, não se revelando a existência de um fenómeno de desqualificação de emprego”. Ou seja, 68,2% respondeu que as funções que exercem só poderiam ser exercidas por alguém com uma licenciatura igual ou idêntica. “Na verdade, cerca de 75% dos diplomados da Universidade do Porto exerce atividades profissionais que se enquadram no grupo dos especialistas das Profissões Intelectuais e Científicas”, justifica ainda a responsável. Mesmo assim e apesar dos resultados, o estudo observa que, ao final de dois anos após a conclusão do respetivo curso, 8,3% dos inquiridos encontra-se atualmente na situação de desempregado.



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