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Formar para estar entre os melhores

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O grupo ProCME investiu oito milhões de euros para abrir as portas da sua escola de formação na Lousã. Por ela vão passar diariamente 80 trabalhadores
30.09.2010 | Por Marisa Antunes


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O seu volume de negócios ronda os 340 milhões de euros, o lucro no ano passado aumentou 38% e não é à toa que é considerada uma das “Melhores Empresas para Trabalhar em Portugal”, uma iniciativa da revista Exame em parceria com a consultora de recursos humanos Heidrick & Struggles. Na ProCME, o segredo do sucesso reside no equilíbrio entre o enfoque dado à inovação e o consequente investimento que é necessário fazer na formação dos quadros da empresa, de forma a acompanharem essa permanente evolução organizacional. Refira-se que só no ano passado, a empresa investiu cerca de três milhões de euros em Investigação e Desenvolvimento.

Assim, e a provar que a valorização dos recursos humanos faz parte das suas prioridades estratégicas, a ProCME vai inaugurar ainda este mês a sua “ Escola de Formação” na Lousã, um investimento de oito milhões de euros. Com 1270 trabalhadores, este novo centro vem dar resposta às crescentes necessidades do grupo que atua em diversas áreas desde as telecomunicações e energia, onde se inclui uma fatia importante aplicada em parques eólicos, até à construção e manutenção de infraestruturas industriais.

“Até 2011 vamos investir 1,1 milhões de euros em formação O nosso centro da Lousã vai ocupar em média, por dia, cerca de 80 pessoas. Todos os trabalhadores do grupo irão passar por lá”, adianta José Reis Costa, presidente do grupo. Em 2009, o reforço das competências dos Recursos Humanos atingiu os €652 mil, um crescimento de 15,6% face a 2008 (€564 mil). As áreas que mereceram mais investimento foram a Eletricidade e Energia, Qualidade, Segurança e Ambiente e Telecomunicações.

Formação também em Angola

O grupo tem vindo ainda a reforçar a sua presença além-fronteiras, nomeadamente no Brasil, Angola, França, Cabo Verde, Chile e Arábia Saudita. “Para além do nosso processo de internacionalização nestes países, estamos a preparar ainda o arranque em Moçambique – vou para lá na próxima semana – e em novembro para o Perú, nas áreas das telecomunicações e eletricidade. No próximo ano, avançamos para a Colômbia”, adiantou ainda José Reis Costa.

Num dos seus mercados internacionais mais estratégicos, o grupo resolveu estender a sua aposta formativa: a par da abertura da “Escola de Formação na Lousã”, irá ser inaugurado já no próximo dia 21 deste mês, um centro de formação do ProCME em Luanda, com especial enfoque nas energias, telecomunicações e distribuição de água.

Qualificar permite assim dar um passo em frente, com impacto direto na produtividade e rentabilidade organizacional. Mas não só. “Acreditamos muito na gestão transversal e na dinâmica da motivação. Aqui, as pessoas participam e envolvem-se na empresa. Partilhamos com os nossos trabalhadores a estratégia do grupo, falamos do volume de negócios, das margens de lucro, de financiamento e de endividamento. É importante que as pessoas percebam o universo em que estão inseridas”, remata ainda o presidente do ProCME.



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