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Falta de emprego na Galiza faz regressar portugueses

Falta de emprego na Galiza faz regressar portugueses

Nos últimos dois anos a Galiza perdeu 7500 empregos. Muitos eram ocupados por trabalhadores portugueses
31.03.2011 | Por Cátia Mateus


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A falta de trabalho na Galiza está a obrigar muitos portugueses a regressarem ao país. Nos últimos dois anos, aquela região perdeu cerca de 7500 postos de trabalho, dois quais largas centenas eram ocupados por trabalhadores portugueses. Construção civil e até a construção naval, que há muito eram um chamariz aliciante para os profissionais lusos, enfrentam agora uma crise que já extinguiu milhares de postos de trabalho.

A crise tem vindo a agravar a situação económica de várias regiões portuguesas com fronteira para a Galiza. São cada vez mais os profissionais da construção que encontravam na vizinha Espanha uma solução para combater a escalada contínua do desemprego em Portugal que se vêm agora a braços com a falta de trabalho. Segundo dados oficiais, em junho de 2008, a Segurança Social da Galiza registava cerca de 13.200 trabalhadores portugueses inscritos, maioritariamente operários da construção civilA construção civil. Um número em larga escala superior aos 8718 portugueses que o organismo tinha registados em janeiro deste ano. Nos últimos três anos, mais de 4500 trabalhadores abandoram o país vizinho por falta de emprego.

Os números são alarmantes e não afetam apenas a contrução civil. Várias indústrias (madeiras, serrações, mármores, cerâmicas, entre outras) e os serviços também registaram quebras. A região da Galiza apresenta uma taxa de desemprego na ordem dos 20% e aquela que era uma oportunidade para quem não encontrava emprego em Portugal deixou de ser uma alternativa viável nos tempos que correm.

Exemplo disso é a construção naval que durante décadas atraiu para o país vizinho centenas de portugueses. “No ponto alto da construção naval na Galiza, havia dezenas de subempreiteiros a trabalhar nos estaleiros navais e centenas de trabalhadores que há muito começaram a vir embora”. O retrato é traçado pelo coordenador da União de Sindicatos de Viana do castelo, Branco Viana.

Em 2008, esclarece o sindicalista, “no apogeu das contratações na Galiza, o setor da construção naval empregava mais de 10 mil pessoas. Hoje emprega 2.500”. Em tempos idos foram muitos os portugueses que rumaram a terras galegas para trabalhar nas grandes empresas de construção naval. Hoje, enfrentam dificuldades. Tal como em Portugal, a quebra no número de novas encomendas provocada pela crise e forte concorrência do mercado asiático deixou sem trabalho centenas de profissionais portugueses.

Longe vão os tempos em que “o trabalho era tanto que tinhamos os nossos profissionais a trabalharem durante a semana nos estaleiros de Viana do Castelo e ao fim-de-semana nos da Galiza”, lamenta Branco Viana. Segundo o sindicalista, os estaleiros galegos vinham a Portugal, à “escola” dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, recrutar especialistas nas áreas da soldadura e montagem. “Muitos chegaram a sair de Viana para trabalhar na Galiza com condições financeiras que nada tinham a ver com as nossas”, relembra.

Um cenário bastante distante do atual. “Hoje, não há trabalho em nenhum dos lados da fronteira”, enfatiza. Os sindicalistas galegos estimam que 7500 postos de trabalho tenham sido extintos nos últimos anos. Das cerca de 270 empresas de várias dimensões que em 2008 operavam no setor naval naquela região, restam hoje apenas 70 e os maiores construtores navais da região autónoma espanhola não empregam mais de 700 trabalhadores



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