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Estado apoia formação de empresários

O Programa de Formação para Empresários deverá abranger cinco mil líderes empresariais portugueses.
28.04.2011 | Por Cátia Mateus


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Desde finais de 2010 que o Estado colocou em marcha um programa de incentivo e apoio à formação dos empresários portugueses. A Iniciativa Formação para Empresários tem como missão melhorar as competências de gestão e estratégia dos líderes das empresas que compõem o tecido empresarial nacional e desde a sua criação, mais de 3500 empresários já beneficiaram deste apoio à qualificação.

Pensada com o objetivo prioritário de desenvolver as competências de gestão do tecido empresarial nacional, com enfoque nas micro e nas pequenas empresas até 100 trabalhadores de todos os setores de atividade, a Iniciativa Formação para Empresários é coordenada pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). As ações de formação integradas neste programa tem uma duração de 125 horas e dividem-se por dois níveis. Os conteúdos são pensados em função do perfil do empresário. Os líderes de empresas com qualificação ao nível do 12º ano de escolaridade acedem à formação base e os detendores de grau de licenciatura frequentam ações de formação avançada onde os conteúdos são sobretudo relacionados com os factores-chave na gestão de micros e PME. Liderança, organização de trabalho, instrumentos de apoio à gestão, negóciação são algumas das áreas que merecem destaque nestas ações de formação que dá inclusivé, no caso da formação de nível base, créditos para o acesso à universidade tendo como meta a prossecução de estudos para obtenção do grau de licenciatura ou pós-graduação, ao abrigo do Programa Novas Oportunidades.

Para viabilizar esta iniciativa, o IEFP assinou protocolos com diversas associações e confederações patronais, bem como universidades e institutos politécnicos. Os empresários que desejem frequentar estas ações pagam uma taxa de 250 euros que é, no caso da formação base, reembolsável após a conclusão da formação. Já na formação avançada não há lugar a qualquer reembolso.

Podem candidatar-se apenas os líderes de empresas que empreguem até 100 colaboradores. A meta é inverter a estatística do Departamento de Estudos e Planeamento do Ministério do Trabalho que apontava para uma escolaridade média de 7,7 anos para os empresários surgidos entre 1991 e 2000. O programa de financiamento público para a formação de empresários que visa aumentar a competitividade das empresas nacionais, é desenvolvido ao abrigo do Programa Operacional de Potencial Humano (POPH). Prevê-se que até ao final do programa abranja cerca de cinco mil empresários.



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