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Era recruta mil

Era recruta mil

A rede de mediação imobiliária ERA está a combater a crise reforçando as suas equipas comerciais. Pode parecer contraditório e até arriscado, mas a empresa já anunciou que nos próximos dois anos vai recrutar mil novos colaboradores. Tudo porque quer estar preparada para a retoma do mercado.
19.11.2009 | Por Cátia Mateus


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Reforçar competências e reter os melhores talentos são as metas da rede de mediação imobiliária ERA que para tal delineou um ambicioso programa — Plano de Carreiras ERA — que prevê criar mil novos postos de trabalho em dois anos. Apesar da crise económica que afecta o sector imobiliário, Miguel Poisson, director-geral da Era Imobiliária, acredita que “os momentos de crise são também momentos de oportunidade, sobretudo de fortalecimento das competências”. É que a empresa quer estar preparada para agarrar todas as oportunidades que a retoma vai trazer.

Vai investir 300 mil euros no projecto Plano de Carreiras ERA e defende que não é contraditório recrutar quando o mercado aconselha a prudência. Para Miguel Poisson é ter visão. E o especialista sustenta a sua tese: “o reforço das equipas vai aumentar ainda mais a nossa quota de mercado no sector da mediação imobiliária em Portugal. Todos sabemos que os momentos de crise geram oportunidades e esta fase de maior rigor conjuntural que passamos desde os finais de 2008, não é excepção”.

Segundo o director-geral da Era Imobiliária, várias centenas de agências imobiliárias pouco profissionalizadas não conseguiram resistir às dificuldades o que originou mais quota de mercado para as que sobreviveram. Paralelamente, refere, “sentimos que cada vez mais pessoas (cerca de 60% das que vendem ou compram casa) recorrem ao sector da mediação imobiliária profissional, enquanto os restantes 40% das transacções são feitas por particulares, o que significa que há um enorme potencial de crescimento para este mercado e esta é a altura ideal para captarmos novos talentos e desenvolvermos mais os que já temos connosco”.

Uma estratégia que contempla várias vertentes. Actualmente com 200 agências em Portugal, a ERA quer investir em novas contratações, mas sem deixar para trás a evolução dos profissionais que já integra. “O plano de carreira Era foi concebido, em estreita colaboração com o professor Adriano Freire, doutorado em Gestão de Empresas no Japão e professor da Universidade Católica, para dar resposta a esta necessidade”, explica. O projecto é inovador no sector e permitirá identificar oportunidades de carreira para os mais de 2000 colaboradores da imobiliária, tendo por base uma rigorosa avaliação integrada das suas competências, atitudes e resultados.

“O projecto é ambicioso e envolve processos tecnológicos e algoritmos desenhados à medida dos colaboradores, tendo como meta prepará-los para as suas funções e, consequentemente, responder da melhor forma às necessidades de cada cliente”, explica Miguel Poisson. De acordo com o responsável, “após ter conquistado a liderança do mercado da mediação residencial em Portugal, a ERA tem consciência que a manutenção da mesma requer um trabalho árduo de identificação dos novos talentos que possam contribuir para uma melhoria contínua dos métodos de trabalho, garantindo dessa forma uma profissionalização cada vez maior do sector da mediação imobiliária em Portugal”. E argumenta: “é crucial conhecer em detalhe a performance de cada um dos nossos colaboradores no sentido de poder identificar os que denotam maiores capacidades de assumir responsabilidades acrescidas e contribuírem de forma decisiva para a prestação de um serviço cada vez mais completo e responsável aos clientes”.

Atingir níveis de profissionalização mais elevados é a meta primordial deste projecto. Sendo que para Miguel Poisson, “a qualidade do trabalho prestado pelas empresas está directamente ligada com a motivação dos colaboradores”. Daí que o plano de carreira permita não só reter as pessoas com talento, mas também oferecer formação contínua e oportunidades de progressão na carreira.

De salientar que o principal factor de retenção das pessoas prende-se, segundo o director-geral, com o facto de “qualquer pessoa que entre para a ERA, por exemplo como comercial, ter a possibilidade, após provar as suas qualidades, constituir a sua própria agência e ter o seu próprio negócio”. Uma realidade que acentua o sentimento de pertença dos colaboradores face a esta organização.

A maior fatia do investimento inicial neste projecto foi realizada ao nível da tecnologia, mas Miguel Poisson chama a atenção para o facto de a formação ser alvo de um investimento constante e faseado. Relativamente ao plano de recrutamento, os mil novos colaboradores serão recrutados em dois anos. A empresa procura “pessoas que estejam dispostas a pagar o preço do sucesso. E o preço do sucesso é trabalho”, argumenta Miguel Poisson. Dedicação, espírito de equipa e de conquista, gosto pelo trabalho em equipa e consciência de que os valores, a atitude e a flexibilidade são factores-chave, são estes os profissionais que a ERA quer recrutar.



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