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Empresas com vocação humana

Empresas com vocação humana

A conjuntura económica adversa não ‘arrefece’ a dimensão humana de algumas empresas portuguesas. Os tempos são de contenção, mas a Responsabilidade Social continua a ganhar terreno num país conhecido pela sua vocação solidária.
29.10.2009 | Por Cátia Mateus e Marisa Antunes


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São ícones na economia nacional, geram lucro, mas nem por isso esquecem a sua responsabilidade perante a sociedade em que inserem. Mesmo em tempo de crise, há empresas portuguesas que abraçam firme a causa da responsabilidade social em várias frentes. Garantem que todos saem a lucrar: as acções que ganham apoio, a empresa que reforça a sua imagem e confiança junto do público e os colaboradores que, ao participarem nestas iniciativas, enriquecem o seu lado humano e fortalecem a relação com os colegas e a empresa para qual trabalham.

Em matéria de responsabilidade social, a Nokia Portugal abraça várias causas que vão desde o trabalho junto dos sem-abrigo (com o apoio à Comunidade Vida e Paz) à actuação junto de crianças de famílias mais carenciadas, ou às iniciativas com vista à redução da sua pegada carbónica tendo até constituída uma equipa ambiental com diversos projectos neste domínio. A mais recente iniciativa da empresa — que criou até o projecto global Nokia Helping Hands — foi a participação na reflorestação da floresta de Mira. Luísa Santos, responsável pela responsabilidade social da Nokia, explica que a empresa se associou ao projecto Floresta Unida na missão de até 2030 plantar 400 milhões de árvores em todo o planeta e deu seu contributo por cá, levando a equipa da Nokia Portugal a trocar um dia no escritório pela actividade de replantação.

A especialista enfatiza que “todos sabemos que a indústria é o maior produtor de dióxido de carbono, assim por cada árvore que plantamos estamos a ajudar o ambiente e a proteger o futuro”. Mas à parte esta preocupação ambiental, Luísa Santos não deixa de lado a importância destas iniciativas para a imagem social da empresa, para o reforço da sua confiança junto do público mas sobretudo, para o estreitar da relação entre os colaboradores e a empresa. “O dia-a-dia nem sempre nos permite parar para pensar que existe quem precisa de ajuda, então a empresa permite aos seus colaboradores tirar tempo para se dedicar a estas iniciativas fazendo jus à sua dimensão humana e aquele que é, afinal, o lema da Nokia: Connecting People”.

Imbuídos do mesmo espírito de partilha, Rui Nabeiro, presidente da Delta Cafés, e Mercedes Balsemão, presidente da Sic Esperança, alicerçaram um projecto que tem como objectivo primordial angariar donativos para instituições que trabalhem activamente no combate à solidão dos idosos.

Baptizado “Tempo para Dar”, o projecto é financiado a partir da venda do Lote ‘Chávena Tempo Para Dar'. Ou seja, por cada embalagem de Lote Chávena, a Delta Cafés entrega 10 cêntimos ao Tempo para Dar.

A primeira instituição beneficiada foi a Associação Coração Amarelo, que através da da Presidente da delegação de Oeiras, Aline Bettencourt, recebeu na semana passada, uma carrinha de nove lugares, para transporte dos voluntários que aliviam o pesado fardo da solidão junto dos mais idosos.

A meta final do projecto, como explica Rui Nabeiro, é “trazer ao conhecimento dos portugueses o trabalho destas instituições, tão essencial para a saúde e bem-estar da população idosa, e apelar a que todos apoiem as mesmas, bem como este projecto”.

Com tempo para dar estão também as equipas de profissionais da Worten que participam activamente numa das acções de responsabilidade social mais visíveis desta empresa da Sonae.

O sucesso do projecto ambiental de reciclagem de equipamentos eléctricos e electrónicos lançado em 2008, consolidou-se este ano, dando um fim eticamente sustentável a 3894 toneladas de velhos electrodomésticos entregues pelos portugueses em vários pontos de venda da Worten. “Os projectos ambientais e sociais são muito importantes para a Worten, uma vez que dão seguimento à linha estratégica da Sonae que, desde há muito, se preocupa e lida directamente com a questão do desenvolvimento sustentável. Este projecto visa uma maior qualidade de vida das populações, em especial das comunidades onde estamos presentes de norte a sul do país”, sublinha o director de marketing da Worten, Nuno Rodrigues.

Como realça este responsável, “por cada tonelada entregue, a Worten oferece 50€ em novos electrodomésticos a instituições várias, divididas pelas seguintes valências: centros de acolhimento de sem-abrigo, centros de acolhimento de crianças e jovens em risco, instituições de apoio a criança (creche, jardim infantil e ATL), centros de apoio domiciliário e lares de terceira idade”. Ou seja, no ano passado a empresa doou mais de 100 mil euros em novos electrodomésticos e este ano, mesmo em tempo de crise, irá entregar quase o dobro, mais precisamente 194.700 euros pelas quase 4000 toneladas recebidas.

Um elo fundamental em todo o processo são os próprios trabalhadores da Worten pois são eles que se deslocam às instituições para fazer a entrega.

Um projecto que veio para ficar e que se irá repetir em 2010. Por isso, da próxima vez que um electrodoméstico se avariar já sabe que não o deve pôr simplesmente no lixo. Entregue-o antes à Worten e ajuda em duas frentes: o ambiente agradece e também os utentes de instituições de apoio.

Meritório é também o desafio que a Mars lançou a quem tem um especial carinho e disponibilidade para apoiar os nossos mais chegados amigos de quatro patas. Através da marca Pedigree, a multinacional resolveu criar a “Missão Adopção” com o objectivo de promover a procura de lares para cães abandonados.

Desde o início do projecto, em 2008, a Mars Portugal investiu mais de um milhão de euros em publicidade e eventos para promover uma causa, já com resultados práticos: 1500 cães encontraram um lar, o que representa 15% de um total de 10 mil cães abandonados anualmente no nosso país.

Lançar a acção em plena recessão financeira, foi fundamental. “A crise e a contenção pesaram de forma positiva na tomada de decisão. Acreditámos que era a altura certa para começar a resolver o problema do abandono de cães em Portugal, sensibilizando e apelando à adopção consciente e responsável, e ao mesmo tempo, consciencializar para o não abandono que poderia vir a aumentar em tempos de contenção”, realça Ana Silva, brand manager da Pedigree.

Com a iniciativa Missão Adopção, “a Pedigree ganha o estatuto de marca socialmente responsável mostrando à comunidade e aos consumidores, que a preocupação principal da marca é o bem-estar dos cães”, reforça ainda Ana Silva.



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