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Corrida aos estágios nas autarquias

As candidaturas ao programa de estágios profissionais na administração local começaram esta semana e surpreenderam pela adesão: 11.300 candidatos só no primeiro dia.
28.01.2011 | Por Cátia Mateus


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As vagas são só 1300, mas logo no primeiro dia de candidaturas o Programa de Estágios Profissionais na Administração Local registou uma adesão estrondosa. Nas primeiras 24 horas em que as inscrições estiveram disponíveis, foram 11.300 os jovens que manifestaram interesse em abraçar este projeto. As candidaturas continuam a decorrer até 4 de Fevereiro e prometem uma adesão massiva.

“Afluência record” é como José Junqueiro, secretário de Estado da Administração Local, classifica a movimentação em torno desta edição do programa. O responsável explica que “nas primeiras 24 horas do concurso que começou segunda-feira, registram-se já 11.343 candidaturas para cerca de 1300 lugares disponíveis”.

Os estágios, promovidos pelas autarquias, tem como destinatários jovens licenciados ou recém-licenciados, com idades até aos 35 anos, que se encontrem à procura do primeiro emprego ou em situação de desemprego. Mas José Junqueiro esclarece que “podem também candidatar-se a este programa jovens profissionais que não estando desempregados, se encontrem a desempenhar funções que não correspondam à sua área de formação ou nível de qualificação”.

Nas três primeiras edições deste programa de estágios, foram cerca de 3.300 os jovens que puderam encontrar uma colocação. Diz o secretário de Estado que “no final do programa a taxa de empregabilidade foi superior a 20%, o equivalente a cerca de 700 postos de trabalho criados”.

Na edição deste ano estão envolvidas 250 entidades na promoção destes estágios que, pela primeira vez, poderão ser realizados fora das autarquias. Escolas, instituições de solidariedade social, empresas privadas ou outros locais que as autarquias considerem estratégicos no seu território, poderão receber estes estagiários. Para José Junqueiro, isto torna possível diversificar os locais de intervenção e alargar o leque de especialidades necessário. “Ao deixarmos de ter a câmara municipal como único local de estágio, passamos a diversificar locais e especialidades e a probabilidade de emprego é maior”, argumenta o secretário de Estado.

Estes estágios são promovidos apenas nas designadas zonas de convergência, das quais Lisboa e Algarve estão excluídas por serem consideradas mais desenvolvidas, e são comparticipados em 30% pelas autarquias locais e 70% pelo Estado. Para José Junqueiro, “perante o número de candidaturas registado só no primeiro dia e também pela experiência em edições anteriores, a esperança é que daqui resulte uma taxa de empregabilidade superior a 20%, que seria excelente para a criação de umas centenas de novos postos de trabalho”.



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