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Como os sectores da energia e minas competem pelo talento

Como os sectores da energia e minas competem pelo talento

O relatório trimestral da Boyden Global Executive Search dá conta da necessidade das empresas ligadas ao sector da energia e minas reforçaram os seus quadros de liderança com perfis orientados para a inovação. Esta orientação está a alargar o leque de possíveis candidatos e os novos líderes podem mesmo ser recrutados em áreas que nada se relacionam com estes setores.

14.08.2014 | Por Cátia Mateus


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Os setores da energia, minas e indústria são os que mais competem pelo talento de liderança. A afirmação é Trina Gordon, presidente e CEO da Boyden World Corporation, e tem por base o estudo Executive Monitor, conduzido trimestralmente pela Boyden Global Executive Search, com o objetivo de avaliar oportunidades e desafios na aquisição e retenção de quadros de alta administração, nos principais setores de atividade.

Consolidar uma liderança transformacional é grande prioridade das organizações, sobretudo em sectores como a energia e minas, para fazer face aos novos desafios que se perfilam. “As empresas no sector do gás e do petróleo estão a crescer rapidamente, sendo também comum o nascimento de empresas bilionárias, em menos de três anos”, explica Tom Zay, managing partner da Boyden Houston. O resultado desta evolução é, segundo o especialista, “um pico na procura de executivos de indústrias mais maduras, com experiência em gestão em estruturas globais e que tragam competências avançadas em áreas funcionais, fora das áreas mais técnicas e operacionais sob as quais estão fundadas as empresas do sector do petróleo e do gás. Por outras palavras, “a concorrência é global e a procura é tão grande que cada vez mais as empresas estão a olhar para fora dos seus sectores, de modo a conseguirem recrutar os executivos que necessitam para continuarem a crescer”, explica Trina Gordon.

O relatório da Boyden analisou áreas de desenvolvimento-chave nos setores da energia, minas e indústria, capazes de gerar impacto na aquisição de talento até 2015. Na lista de aspetos analisados estão, por exemplo, a concorrência global, o aumento do investimento em recursos extraídos em águas profundas e provenientes de placas de xisto, o novo custo da manufatura nos EUA e na Europa de Leste, o regresso aos mercados domésticos, bem como o ativismo e a consciência ambiental.

Segundo o relatório, o sector da energia e recursos naturais caracteriza-se por uma pool de talentos com elevada movilidade, com novem em cada dez executivos a quererem mudar para um novo cargo. Os dados revelam ainda uma “tendência para o aumento do valor das compensações, recrutamentos fora do sector e um crescimento das energias renováveis em mercados maduros e emergentes”. Alicia Hasell, managing partner da Boyden Huston, defende que “a indústria da energia precisa de um grande investimento em estudos STEM (Ciência, Tecnologia, Energia e Matemática) para definir o perfil futuro”. A especialista acrescenta que “as empresas de produção e exploração de energia estão a recrutar de empresas fornecedoras destes serviços e estas, por sua vez, estão a recrutar em empresas de construção e energia”.

Na indústria mineira, o cenário é semelhante. O relatório destaca o investimento dos conselhos de administração e acionistas na procura de novas lideranças com regularidade, bem como “a procura de executivos seniores com expertise operacional e competências específicas do sector e o planeamento de sucessão para equipas de gestão mais envelhecidas”. De acordo com Michael Catlow, managing partner da Boyden Austrália e Nova Zelândia, “o escalão de topo dos executivos do sector de recursos continua limitado e aqueles como melhor desempenho são os mais difíceis de mover”. O diretor acrescenta que apesar disso, “a guerra pelo talento continua”.

Na indústria e manufatura o desafio é “encontrar executivos capazes de impulsionar a inovação”. Neste sector, o relatório da Boyden destaca como prática um recrutamento agressivo de talentos de gestão transformadora. “As estratégias de expansão e de sourcing transferiram-se da Ásia/Pacífico para a Europa de leste e para o continente Americano”, elucida Rainer Faistauer, partner na Boydem Suíça que destaca: “t~em alta procura os executivos que possam maximizar a eficiência operacional e de processos contínuos e que também atendam aos padrões de conformidade”.



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