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Digital pode empregar 10 milhões

Digital pode empregar 10 milhões

74% dos empreendedores dos países do G20 planeiam recrutar jovens talentos ainda este ano. A conclusão é avançada num estudo da consultora Accenture, esta semana divulgado, que destaca ainda a necessidade de dissipar as barreiras que ainda se colocam ao empreendedorismo.

14.08.2014 | Por Cátia Mateus


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Os empreendedores digitais dos países do G20 têm potencial para criar 10 milhões de empregos para jovens, se se dissiparem as barreiras que ainda limitam a iniciativa empresarial. O alerta consta do estudo “The promise of digital entrepreneurs: creating 10 milion youth jobs in G20 countries”, realizado pela consultora Accenture que analisou nesta investigação a visão de mais de mil empreendedores.

O estudo agora divulgado destaca as barreiras que ainda limitam a iniciativa empresarial e, consequentemente, a criação de emprego e o crescimento económico. O relatório revela que 85% dos empreendedores acreditam ter um papel importante na criação de postos de trabalho para joves, mas encontram muitos desafios à sua atividade, nomeadamente ao nível do financiamento, economias de escala, apoio à inovação, expansão internacional e acesso a perfis com as competências adequadas. De resto, enfatiza o estudo, “a falta de recursos especializados é a principal preocupação dos empreendedores, independentemente da dimensão da sua empresa”. Mais de 78% dos inquiridos confirmam dificuldades em recrutar profissionais com as qualificações necessárias e 62% enfatizam que “a falta de qualificação dos recursos é uma das principais preocupações”.

Segundo o estudo da Accenture, os empreendedores acreditam que “há ainda muito a fazer para melhorar as oportunidades de emprego para os jovens nos seus países”. Apenas 26% consideram eficientes e relevantes as iniciativas do Governo no apoio à criação de emprego jovem e 54% apontam mesmo uma clara falta de incentivos à contratação de jovens, o que constitui uma barreira. Ainda que a internacionalização possa aportar desafios acrescidos aos empreendedores, como encontrar o parceiro adequado, construir o conhecimento da marca no mercado, entender as leis locais, encontrar recursos especializados ou reduzir custos relacionados com logística, grande parte dos empreendedores apontam a globalização do seu negócio, a par com a inovação, como um factor crítico para o sucesso e para a criação de emprego (ver caixa).

Bruno Berthon, managing director da Accenture Strategy, “o estudo demonstra que os empreendedores podem desempenhar um papel importante na criação de emprego nesta faixa etária”. Acrescenta o especialista que “as entidades legisladoras não são indiferentes à importância dos empreendedores. No entanto, as tecnologias digitais fomentam e aceleram o ritmo do empreendedorismo de tal forma que, em muitos casos, o ambiente legislativo e regulador não o consegue acompanhar”. O especialista não tem dúvidas de que é necessário um investimento estruturado e eficiente nesta área e que “os países que consigam de forma mais efetiva apoiar os seus empreendedores estarão melhor posicionados para criar emprego e voltar ao crescimento”.

Inovar e internacionalizar
Segundo o estudo da Accenture, “a aposta na inovação e internacionalização leva as organizações a criarem mais emprego”. Com efeito, a investigação conduzida pela consultora evidencia que as novas oportunidades de emprego são sobretudo geradas pelos empreendedores cujas empresas têm forte componente de inovação e estão orientadas para a exportação. “91% dos empreendedores que gerem negócios centrados na inovação estão mais confiantes na criação de emprego do que aqueles que consideram a inovação irrelevante (61%)”, destaca o estudo acrescentando ainda que “76% dos empreendedores consideram a open innovation uma mais-valia para o seu negócio e 86% pretendem colaborar com os seus clientes na criação de ofertas conjuntas”. De resto, a open innovation é encarada por nove em cada dez empreendedores como um motor-chave para a inovação, potenciando o crescimento do negócio. Só 54% dos inquiridos no estudo apontam este fator como não sendo crítico para a organização.

A internacionalização é, de igual modo, apontada como determinante para o sucesso empresarial e para a empregabilidade. Segundo o estudo, “70% das organizações lançadas nos últimos 12 meses já estão a pensar na internacionalização, o que sugere a sua apetência natural para serem empreendedores globais”. A este propósito, a Accenture destaca que a globalização não significa que os empregos a criar sejam na sua totalidade gerados no estrangeiro. Cerca de 86% dos empresários esperam aumentar a sua força de trabalho no país de origem, a um ritmo superior do que no estrangeiro. 



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