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Argélia atrai profissionais da construção

Argélia atrai profissionais da construção

Atualmente um dos 15 maiores destinos de exportação nacional, a Argélia está a captar o interesse não só das empresas portuguesas, mas também dos seus profissionais, sobretudo na área da construção. Até 2018, um conjunto de empresas portuguesas está encarregue de construir no país cerca de 75 mil habitações. A maioria dos profissionais necessários é recrutada em Portugal.

28.06.2013 | Por Cátia Mateus


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Com  uma economia a crescer a uma taxa média de quatro por cento nos últimos anos, a Argélia representa atualmente um aliciante leque de oportunidades para empresas portuguesas e, com elas, profissionais de diversas áreas. Neste mercado do Magrebe, a maior presença portuguesa é notada nas áreas da construção e obras públicas, mas os sectores das tecnologias de informação e comunicação, ambiente, indústria agro-alimentar, têxtil-lar, mobiliário, metalomecânica ou distribuição têm também, segundo a Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), um forte cunho português.

A Argélia é o maior país africano em área e soma uma população superior a 36 milhões de habitantes. A sua economia é uma das mais importantes de África, mas está muito dependente do exterior. O país é importador de todo o tipo de bens, quer de consumo ou equipamento. Nos últimos anos, tem levado a cabo um ambicioso plano de investimentos com vista ao desenvolvimento económico e social do país. A aposta realizada na melhoria das condições de vida da população através da construção de milhares de escolas, centros de saúde, habitações, melhoria das redes de distribuição de água, gás e eletricidade, melhoria da rede rodiviária e rede hidráulica têm levado ao país centenas de profissionais portugueses.

Atquitectos, engenheiros de várias especialidades, mas também perfis mais técnicos formados em Portugal têm encontrado na Argélia boas oportunidades de emprego. A construtora Prebuild, por exemplo, tem atualmente 200 posições em aberto para preencher. Os reforços a recrutar em Portugal para trabalhar na Argélia têm como objetivo a construção de cerca de 20 mil fogos que a empresa está a realizar no país até 2018. Paula Albuquerque, responsável de recursos humanos da empresa, explica que a Prebuild tem já na Argélia “uma equipa de dez elementos que está a dar os primeiros passos neste projeto, mas a empresa está ativamente a recrutar mais colaboradores em Portugal para rumar ao país”. Segundo a responsável, a Prebuild procura sobretudo profissionais da área da construção civil, desde engenheiros a encarregados de obra e uma ampla diversidade de pessoal especializado.

Mas apesar das oportunidades, há cuidados a acautelar e requisitos legais a cumprir para quem quer trabalhar na Argélia. A entrada no país exige visto obrigatório para cidadãos portugueses e ale disso, explica Paula Albuquerque, “os trabalhadores deverão entregar na Embaixada Argelina um processo do qual constam um Atestado de Robustez Física, Certidão Internacional de Nascimento, Certificados de Habilitações e Certificados de Competências devidamente reconhecidos pela Câmara de Comércio Árabe-Portuguesa. São estes dados que servirão depois para pedir o Permis de Travail (visto de trabalho)”.

O francês é a “língua de trabalho” utilizada no país, pelo que é necessário dominar o idioma antes de apostar na Argélia. Apesar de não existirem no país áreas consideradas como estando ao abrigo de atentados, a Argélia tem registado nos últimos anos alguns incidentes, apesar da atividade terrorista no país ter diminuído consideravelmente. Ainda assim, é aconselhável que ao planear a sua partida para o país contemple também as questões de segurança, nomeadamente ao nível da estadia e das deslocações dentro do país, sobretudo se implicarem viagens às regiões periféricas da capital.

O povo argelino é, de forma geral, acolhedor mas Paula Albuquerque salienta a importância das empresas apoiem os seus profissionais no país. “A deslocação para trabalhar no estrangeiro pode ter implicações emocionais, sociais e psicológicas diversas. É essencial para o sucesso que a empresa mantenha os canais de comunicação interna abertos e invista no planeamento dos procedimentos de acolhimento e preparação para as inevitáveis diferenças culturais que sempre vão existir e que devem ser respeitadas”.



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