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Angola cativa novos perfis e empresas

Angola cativa novos perfis e empresas

Angola continua a ser o destino mais natural para os profissionais portugueses que procuram novas oportunidades de emprego. O país tem um plano de construção de novas infraestruturas viárias, elétricas e da rede de abastecimento de águas. O investimento reforça a importância do país como empregador profissionais ligados à construção, mas o crescimento angolano está a abrir as portas a outros perfis e áreas de qualificação.
25.01.2013 | Por Cátia Mateus


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O Governo angolano tem na manga 390 projetos, em diversas áreas, que quer ver implementados nos próximos quatro anos. O Plano de Desenvolvimento de Angola (PND) 2013-2017 faz parte dos objetivos de construção de uma nova Angola, moderna, geradora de mais emprego e capaz de diminuir os índices de pobreza que ainda ostenta. O documento identifica clusters chave para o país e áreas onde a aposta será determinante nos próximos anos, do ponto de vista social e económico. Energias, abastecimento de água, novos acessos viários e forte investimento nos sectores sociais receberão por parte do executivo angolano um investimento estimado de 39 mil milhões de euros. Para os angolanos são boas notícias e para os portugueses também. Com as novas áreas de aposta do país, alargam-se as possibilidades para os profissionais portugueses e sai reforçada a estratégia de um número cada vez maior de empresas, fora dos típicos sectores de nacional no mercado angolano, que têm vindo a apostar no território. Angola já não é só país de destino de empresas de construção e engenharia. Consultoras, agências de publicidade, tecnológicas e até empresas que atuam na área do imobiliário já estão com os pés no mercado angolano. Angola é uma das economias mais pujantes do momento mas necessita de profissionais e empresas internacionais para dar respostas a esta expansão. Nos últimos anos, um número crescente de empresas portuguesas investiram no território e consigo levaram uma boa parte dos recursos humanos qualificados essenciais ao arranque da sua atividade. Pese embora o facto de Angola estar a reforçar a sua aposta na contratação de profissionais locais, sensibilizando às empresas o cumprimento do rácio de 30% de mão-de-obra expatriada e 70% de mão-de-obra nacional, o país continua a ser uma fonte de oportunidades. Além dos engenheiros, enfermeiros, arquitectos, gestores, financeiros, economistas, professores e médicos que já tinha, Angola está agora a chamar a atenção a um número crescente de profissionais do turismo, publicitários, consultores de comunicação, entre muitos outros. Ana Bela da Silva, ligada ao gabinete jurídico do Ministério da Hotelaria e Turismo, confirmou recentemente o plano de Angola rentabilizar os seus recursos turísticos, naturais e culturais, de forma profissional. Apesar de nos últimos anos os angolanos estarem mais envolvidos na valorização da sua identidade cultural nacional, este investimento pode trazer vantagens aos portugueses com qualificações nas áreas gestão turística e hoteleira. Outras funções poderão também sair beneficiadas com o investimento da Sonae no território. O grupo já recebeu a aprovação de Angola para dar início à expansão local dos hipermercados Continente, em parceria com Isabel dos Santos e está neste momento a “readaptar e redefinir o projeto inicial”, garante fonte oficial do grupo, para dar início à implementação. Outra das áreas que está a ganhar terreno em Angola é a da comunicação, marketing e publicidade. Para contrariar a quebra de negócio no mercado interno, um número crescente de agências publicitárias e de comunicação já rumou a Angola, seja em regime de parceria com empresas locais ou assegurando presença física no mercado. Young Network, Cunha Vaz & Associados, GCI, grupo Lift (em associação com a agência de publicidade local Back) e a Imago, da rede Llorente & Cuenca estão já a conquistar o exigente território angolano, tal como a agências Partners e Brandia Central que desempenham já um importante papel no país, abrindo novas possibilidades para outros perfis profissionais no território. Convém contudo ter em conta que para muitas empresas, a contratação local é cada vez mais uma hipótese a considerar, pela redução de custos que acarreta. Como adversários nesta conquista de Angola, os portugueses têm já os profissionais brasileiros, que trabalham a um custo menor, mas ainda assim, os portugueses continuam a ser os favoritos dos recrutadores angolanos. Luanda lidera salários Nos últimos anos, mais de um milhão de portugueses já rumaram a outros destinos em busca de novas oportunidades profissionais. Angola surge no topo da lista de países que maior número de portugueses recebem. Mas antes de partir é necessário preparar-se para uma nova realidade perceber que ofertas há para a sua área e em que condições. Em Angola, os melhores salários estão em Luanda e nas zonas associadas a empresas de exploração petrolífera, como Cabinda-Soyo. Esta é de resto uma das áreas onde o país tem maior carência de profissionais qualificados. Mas há outras. Banca, grande distribuição, serviços (sobretudo ao nível das comunicações, hotelaria, turismo e restauração), educação, agricultura, construção (engenheiros e arquitetos, mas também profissionais técnicos) e saúde, são igualmente áreas de oportunidade para inúmeros profissionais portugueses naquele país. Enfermeiros, gestores, engenheiros, arquitetos, professores e um sem número de outros profissionais têm rumado ao país que desde o início da crise, mais oportunidades tem gerado aos desempregados portugueses. Estima-se que nos últimos cinco anos, Angola se tenha tornado residência de mais de 150 mil cidadãos portugueses. Fruto deste fluxo de emigração, os salários no país têm sofrido as naturais quebras geradas pelo excesso de oferta. As condições salariais em Angola continuam a ser a maior vantagem de trabalhar no país, mas Hermínio Santos, autor do livro “Trabalhar em Angola – Guia Essencial para Profissionais Portugueses”, enfatiza a importância de negociar um salário em dólares, acrescentando que “os tempos dos salários elevados e das perspetivas de enriquecimento fácil já passaram”. Não deve rumar ao território sem antes formalizar um contrato de trabalho. Segundo o autor, é ainda aconselhável acautelar a questão da habitação e do custo de vida, pois Luanda é há muito uma das cidades mais caras do mundo. Arrendar um apartamento numa zona com melhores condições pode facilmente custar cinco mil euros mensais e uma refeição normal, num restaurante sem luxos, supera seguramente os 100 euros. A profilaxia da malária é aconselhada e a vacina da febre amarela é obrigatória. A partir daqui é também necessário espírito aberto e capacidade de adaptação a uma realidade em tudo diferente da que conhece em Portugal.


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