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Almeirim dinamiza formação agrícola

17.04.2003


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Fernanda Pedro

O CENTRO de Formação Agrícola de Almeirim é um dos centros do país com maior oferta de cursos. Em 2002 desenvolveu 32 acções de formação, algumas com índices de empregabilidade de 100%.





A FORMAÇÃO é algo que nenhum sector pode descurar, nem sequer em momentos de crise. E mesmo em tempo de "vacas magras", o Centro de Formação Agrícola de Almeirim, que se encontra sob a gestão da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) desde 1991, não deixou de investir nessa área.

Em 2002, desenvolveu 32 acções, com uma média de 12 formandos por curso. Hoje é um dos centros do país com mais oferta em termos de formação agrícola.

De acordo com Clara Guerreiro, directora do centro, "a formação é um investimento pessoal e profissional, e cada vez mais existe a consciência generalizada da sua importância".

O leque de oferta é vasto. Desde a formação inicial de qualificação para jovens à procura do primeiro emprego, passando pela formação inicial inserida no sistema nacional de aprendizagem - que confere aos jovens equivalência ao 9º e ao 12º anos de escolaridade - e pelos cursos de educação e formação de adultos, até à formação contínua para actualização e aperfeiçoamento de conhecimentos e de qualificação profissional, tudo é ministrado na Herdade dos Gagos em Almeirim.

Além disso, o centro promove ainda a reciclagem e formação pedagógica de formadores e coordenadores de acções de formação - este ano vai introduzir o "e-learning" nesta especialidade - e dá formação de longa duração a desempregados.

"As acções não são só na agricultura mas também em áreas transversais. A aplicação das novas tecnologias nas explorações agrárias é uma realidade actual, daí que a introdução da informática na formação tenha sido uma das nossas últimas apostas e das mais pretendidas pelos formandos", revela Clara Guerreiro.

Outro dos cursos mais procurados é o destinado a jovens empresários agrícolas. "Nesta acção o índice de empregabilidade é de praticamente 100%. No último curso, 60% dos alunos estabeleceram-se por conta própria e 40% foram trabalhar por conta de outrem", refere a directora do centro. Também no sistema nacional de aprendizagem, 90% dos formandos conseguem emprego.

De acordo com esta responsável, muitos dos jovens que procuram o centro de formação de Almeirim pretendem prosseguir uma herança familiar. "A agricultura moderna já substituiu a tradicional em muitas zonas do país. Isso obriga a uma formação adequada e os pais delegam nos filhos a tarefa de estudarem para se modernizarem", explica.

Além destes cursos, o centro de Almeirim tem ainda um Centro de Reconhecimento, Validação, Certificação e Competências (CRVCC), reconhecido pelo Ministério da Educação.

Tem por função certificar os conhecimentos daqueles que vão adquirindo competências ao longo da vida, nomeadamente os níveis de escolaridade (4º,6º e 9º ano) a quem tenha idades compreendidas entre os 18 e os 64 anos. "Para este processo adoptámos a medida de ir ao encontro das pessoas. Em 2002, visitámos várias corporações de bombeiros e algumas câmaras municipais", salienta Clara Guerreiro.

Outro dos serviços de Almeirim é o Centro de Recursos em Conhecimento (CRC) do sector agrícola, integrado na rede de CRC do Instituto para a Inovação na Formação (INOFOR). Este centro encontra-se equipado com biblioteca, mediateca e computadores com acesso à internet.





 





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