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220 empregos disponíveis para as tecnologias de informação

220 empregos disponíveis para as tecnologias de informação

Apesar da conjuntura económica, o sector das tecnologias de informação e comunicação, parece não ter grandes razões de queixa. Só esta semana, duas empresas nacionais lançaram no mercado processos de recrutamento para preencher 220 vagas em aberto.
29.03.2012 | Por Cátia Mateus


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O sector português das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) está há muito de olhos postos na internacionalização. E será provavelmente esta estratégia que está a sustentar a feliz dinâmica que o sector continua a demonstrar em matéria de novas contratações, para lá de qualquer cenário de adversidade económica ou instabilidade. A PrimeIT e a Outsystems são disso exemplo. Só estas duas empresas têm em aberto desde o início desta semana 220 oportunidades de emprego para o mercado nacional e internacional. E garantem, sem receios, que a tendência é crescer. No ano passado, em pleno contexto de crise, a consultora tecnológica PrimeIT, aumentou a sua faturação em 25% e elevou as suas vendas até perto dos dez milhões de euros. Ricardo Carvalho o chief executive officer (CEO) da empresa quer elevar ainda mais a fasquia da empresa este ano e para isso assume como objetivo recrutar 170 novos profissionais em 2012. A maioria destas posições será na área das engenharias, devendo os profissionais recrutados integrar projetos nacionais e internacionais. Mas também está prevista a contratação de colaboradores para reforçar as equipas de estão da empresa, nos escritórios de Lisboa e Paris. A PrimeIT trabalha empresas na área das telecomunicações, banca e seguros e integra uma equipa de 230 colaboradores. Em 2011 a empresa iniciou o seu processo de internacionalização com a abertura de uma delegação em Paris, um mercado de que deverá representar 10% da faturação da empresa este ano. Para Ricardo Carvalho, “a PrimeIT nasceu num clima adverso e, não obstante esse facto, é uma empresa forte em crescimento e em expansão”. O CEO acrescenta ainda que “a meta da empresa sempre foi posicionar-se como uma empresa portuguesa de referência no mercado e é com base nessa premissa que trabalhamos”. Para líder da consultora “o reforço nas contratações surge, não como uma meta, mas como uma resposta à oportunidades que temos criado ao longo dos anos”. Entre os perfis procurados, estão jovens profissionais recém-licenciados ou com vários anos de experiência, dinâmicos e com um denominador comum: formação em tecnologias de informação, preferencialmente em Engenharia Informática, Engenharia de Telecomunicações ou gestão. Outro fator vital é, diz Ricardo Carvalho, “o domínio da língua inglesa ou francesa, bem como a certificação em diferentes áreas tecnológicas”. O CEO da empresa acrescenta que neste momento, para além de Lisboa e Paris, a PrimeIT está também a recrutar consultores com vista integrarem projetos nas áreas do Porto e Aveiro. A pensar nos profissionais portugueses que querem consolidar uma carreira internacional, a empresa criou recentemente o projeto Prime Move, que recruta candidatos que queiram abraçar projetos globais “que são cada vez em maior número devido à nossa sucursal em França”, explica Ricardo Carvalho adiantando que para recrutar a empresa recorre às plataformas convencionais, mas quando a missão é detetar jovens talentos, as feiras de emprego das universidades continuam a ser o palco de eleição. E na Outsystems o cenário não é muito distinto. A empresa tem clientes em 15 países distintos e ganhou recentemente como cliente o exército americano. Está em franca expansão nos mercados emergentes como o Brasil e a Austrália e é este sucesso que está a levar a empresa a reforçar os seus quadros. Há 50 vagas para preencher na Outsystems. A diretora de recursos humanos da empresa, Alexandra Monteiro, esclarece que “mais de metade são funções na área dos serviços profissionais, sendo que a outra parcela são recrutamentos na área da engenharia e engenharia de software”. A empresa está também em fase de recrutamento internacional para reforçar a sua posição nos Estados Unidos e fazer face ao aumento crescente de clientes que tem registado. Segundo a responsável, “há várias posições em aberto neste momento. A grande maioria é para Portugal para os escritórios de Lisboa e de Proença-a-Nova, mas muitas das posições em aberto são de suporte a clientes internacionais, tendo logo à partida um grande foco de suporte ao crescimento da empresa noutros mercados”. O recrutamento para a Outsystems obedece a um processo exigente onde o talento é valorizado, porque a empresa vive dele. “Regra geral, fazemos uma grande quantidade de entrevistas (no mínimo cinco) o que torna o processo de recrutamento longo e caro. Mas é um preço justo dado que o custo de apostar nas pessoas erradas pode ser enorme para a Outsystems e especialmente para as pessoas”, esclarece Alexandra Monteiro.


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