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122 mil portugueses em carreiras globais

Entre 2011 e 2012, cerca de 122 mil portugueses decidiram rumar a outras geografias sem busca de novas oportunidades profissionais. 

29.07.2013 | Por Cátia Mateus


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Os dados são do Instituto Nacional de Estatística (INE) que dá conta o regresso de Portugal a fluxos migratórios negativos coincide com o início do programa de ajustamento a que o país está sujeito. 

Os portugueses estão a sair do país e a procurar oportunidades de carreira no estrangeiro. A afirmação não espanta ninguém, mas o Instituto Nacional de Estatística (INE) documentou-a. Num relatório recentemente divulgado, o INE dá conta da saída de 122 mil portugueses do país em apenas um ano. A contabilização é feita tendo por base o número de saídas permanentes e não permanentes e permite constatar que 1,2% da população que residia no país em 2011, abandonou Portugal.

Portugal regressou aos saldos migratórios negativos e essa foi a principal razão para a quebra populacional registada no país no ano passado, à luz dos últimos dados do INE. Segundo o instituto, o saldo migratório nacional que é calculado através da subtração dos imigrantes permanentes pelos emigrantes, voltou a atingir terreno negativo em 2011, com menos 24,3 mil pessoas na contabilização final da população portuguesa. O número agravou-se no ano passado, totalizando em dezembro de 2012 os 37,4 mil. Desde a década de 90 que o país não estava a braços com o saldo migratório desta dimensão.

O INE explica estes índices com o aumento do número de portugueses que, levados pela escalada do desemprego e pela difícil conjuntura económica nacional, optaram por sair do país e procurar oportunidades de carreira internacionais. A agravar esta realidade está também o facto de no país entrarem cada vez menos profissionais de outras nacionalidades.

Emigrantes temporários e permanentes

No ano passado, entraram em Portugal 14,6 mil emigrantes. Desde 1991 que o número não era tão baixo. Em contraponto, saíram do país 52 mil portugueses, um crescimento de 119% face a 2010. Na contabilização dos emigrantes temporários (profissionais que não permanecem fora do país por mais de um ano), o instituto apurou que em 2012, 69,5 mil portugueses abandonaram o país.

O cálculo destas saídas - temporárias e permanentes - contribuiu para uma quebra populacional que foi também agravada nos últimos dois anos com o índice de nascimentos e óbitos verificado no país que somou no ano passado menos 7,1 mil nascimentos e mais 4,8 mil óbitos. Segundo relatório, “a população residente em Portugal cresceu continuamente entre 1992 e 2010”. Em 2011, o país sofreu uma quebra de 30.323 habitantes. “Em 31 de dezembro de 2012, a população residente em Portugal foi estimada em 10.487.289 habitantes”, adianta o INE.



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