Soma perto de 300 profissionais e recruta uma média de 20 a 25 novos talentos por ano. Para Charles Arkwright, diretor de recursos humanos da L'Oréal Portugal, mais do que a quantidade de contratações importa a qualidade dos talentos que a empresa atrair. É nisso que está focado. Na semana em que decorre a 11ª edição do jogo de estratégia e gestão da empresa - o Brandstorm - que atrai jovens talentos em todo o mundo para um primeiro contacto com a cultura da organização, Charles Arkwright partilha as suas prioridades de contratação e explica como a empresa está a formar os seus futuros líderes.
?“Tentamos sempre inovar na nossa forma de recrutar, com a ambição de mostrar a realidade da empresa, através de iniciativas como o Brandstorm, o Jumping Talent ou outras promovidas em articulação com as universidades”, explica o diretor de recursos humanos enfatizando que “de uma maneira geral, o recrutamento da L'Oréal é cada vez mais digital e direto”. Por ano a empresa integra entre 20 a 25 profissionais, maioritariamente nas áreas comerciais e de marketing. Nos candidatos que seleciona, o gestor privilegia a capacidade para executar ideias, desenvolver um espírito de equipa, criatividade e capacidade de se posicionar na empresa como um agente de mudança. Fatores que, associados à “sensibilidade humana e o para métier da L'Oréal, a capacidade de gerir a complexidade e o espírito empreendedor e de liderança”, formam o candidato ideal. Aquele que, como refere Arkwright reúne todos os requisitos para vir a ser o futuro líder da organização.?
Esse é de resto o grande foco da política de recursos humanos da empresa sempre que incorpora e desenvolve, pela via da formação interna, novos talentos. Mais do que formar profissionais a empresas quer formar líderes e tem várias ferramentas pensadas para o efeito. “Neste momento estamos a lançar o programa Pepinière, com duração de um ano, que visa desenvolver as competências de jovens talentos, permitindo-lhes ser os futuros líderes do Grupo L'Oréal”, explica o diretor de recursos humanos. Seguindo a tendência dos últimos anos, a empresa deverá recrutar este ano mais de duas dezenas de talentos. O diretor dá prioridade a perfis “com valências digitais, recetivos à novidade e conectados com os consumidores e com o mundo”.
Charles Arkwright
33 anos
Diretor de Recursos Humanos da L’Óreal Portugal
Formação:
É licenciado em Gestão e mestre em Recursos Humanos pela Universidade de Paris Pantheon-Sorbonne.
Primeiro emprego:
Iniciou a carreira aos 21 anos no Canal+, uma das estações da televisão francesa, onde trabalhou na área de recursos humanos.
Percurso:
Entrou na L´Óreal em 2006, após três anos de experiência noutras empresas. Desde então, assumiu diferentes funções na área dos Recursos Humanos, na Divisão Internacional de Produtos de Luxo, numa fábrica da Garnier, na Divisão de Produtos de Grande Público e na L´Óreal Paris. Em 2012, liderou o recrutamento da Divisão de Produtos Grande Público no Grupo L’Óreal, um cargo no qual trabalhou uma vertente muito relevante na política de recursos humanos do grupo, a da atração e retenção de novos talentos. Desde 2014 que lidera a direção de RH da L’Óreal Portugal.
Maior desafio de carreira:
“Algumas negociações sociais difíceis, em França”, relembra.
Maior dificuldade profissional:
“Conseguir despertar novas formas de fazer e pensar nas equipas” que tem liderado.
Competências mais valorizadas:
Capacidade para executar ideias, criar um espírito de equipa e assumir-se como um agente de mudança na organização.
Hóbis:
Arte contemporânea e tempo de qualidade com a família.