Para além de ser pioneira em Portugal, a licenciatura em Bioinformática antecipa em Portugal o que há muito já é uma necessidade das empresas a nível Internacional. É desta forma que José Cruz, doutorado em Bioinformática pela Universidade de Estrasburgo e diretor da licenciatura do ISPA, resume a nova aposta formativa da instituição, cujo arranque acontece já no próximo ano letivo. Segundo o responsável, o curso esta pensado para garantir uma formação sólida e multidisciplinar que combina conhecimentos nas áreas da biologia, da matemática e da informática e, ainda, competências práticas de aplicação da tecnologia à resolução de problemas científicos complexos.
Mas afinal, quais são as áreas de empregabilidade de um bioinformático? José Cruz explica: “a componente de formação teórica e metodológica desta curso prepara os alunos para o trabalho em ambiente académico e de investigação, enquanto que a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos, permitirá uma integração rápida e produtiva na indústria”. O dietor acrescenta que a nova licenciatura abre perspetivas de carreira nas tecnologias de informação, nas áreas de programação, redes e bases de dados e de investigação científica nos campos da genómica, exploração de dados biológicos, aprendizagem automática, modelagem e simulação.
Na essência, um profissional formado na área pode, à semelhança do que já sucede noutros países, onde a área de formação esta mais disseminada no mercado, trabalhar em laboratórios de investigação e em articulação com a indústria da saúde, biologia, famacêutica ou outras, mas também na área da informática propriamente dita ou na análise de dados. Um sector que, reconhece o responsável, esta a gerar um interesses crescente entre os profissionais, muito por força da expansão que áreas como o big data ou business intelligence estão a gerar, suscitando uma imensa procura de profissionais especializados em vários sectores de atividade.
Segundo José Cruz, “o número de vagas de emprego criadas a nível internacional nesta área, dá conta da crescente dinâmica do sector”. Um comportamento que o especialista, que é também responsável pela plataforma de software científico do Programa de Neurociências da Fundação Champalimaud e research scientist no Instituto Gulbenkian de Ciência, acredita que se replicará a curto prazo em Portugal. Foi, de resto, esta antecipação de necessidade que levou o ISPA a colocar no mercado o curso, acreditado pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior, já que o período de formação dos novos profissionais é de seis semestres.