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"O maior valor de um candidato é não desistir"

18.03.2011 | Por Cátia Mateus


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A PwC emprega em Portugal cerca de 800 quadros, maioritariamente colocados na sede da empresa em Lisboa. Uma população empresarial predominantemente jovem, onde a média de idades ronda os 31 anos. A liderar a constituição desta equipa, a sua formação e todos os processos de recrutamento está António Saraiva, o diretor coordenador de Recursos Humanos da PwC para quem “o valor essencial num candidato é a sua capacidade em não desistir facilmente, nem se desviar da sua rota e do rumo que lhe é proposto pela empresa”. Diz o líder dos recursos humanos da multinacional especializada em auditoria, fiscalidade e serviços de gestão, que “não estamos à espera que os candidatos que nos chegam saibam tudo. O que esperamos e queremos é que tenham disponibilidade para aprender ao longo de toda a vida”. A PwC prepara-se para recrutar este ano mais 60 jovens quadros para a sua equipa em Portugal.

Está na atual função na PwC há dois anos e para trás tem um percurso todo ele ligado à gestão das pessoas. É psicólogo de formação e confessa que a maior dificuldade profissional que teve “foi, exactamente, ter tirado um curso de psicologia e ter de fazer esta transição para a área da gestão”, Uma viragem que fez com sucesso graças a uma reciclagem constante de conhecimentos e muito investimento na formação ao longo da vida. Esta é, de resto, uma das caracteristicas que mais valoriza sempre tem de selecionar um novo colaborador para a PwC. “Perante a atual conjuntura, é fundamental que os colaboradores percebam que quando saem da universidade não sabem tudo, por melhores que sejam as suas competências técnicas, e que se predisponham a construir o seu percurso profissional numa perspetiva constante de aprendizagem e ganho de competências”.

Uma postura que António Saraiva considera fundamental e não tem dúvidas “é visível ao primeiro contacto que temos com um candidato”. Anualmente, a PwC recruta em média entre 60 a 80 jovens jovens recém-licenciados e analisa perto de 900 currículos. O primeiro contacto com os potenciais candidatos é feito, maioritariamente, nas principais universidades do país, com as quais a empresa tem vindo a estabelecer protocolos de cooperação. “Temos presença assidua em feiras de emprego, seminários e workshops nas instituições de ensino, mas também recebemos muitas candidaturas espontaneas através do nosso site”, esclarece António Saraiva.

Da gestão à engenharia
Face à sua área de intervenção centrada na auditoria, consultoria fiscal e assessoria de gestão, a PwC procura sobretudo licenciados nas áreas de gestão, ainda que António Saraiva fale também de “uma certa apetência pelas áreas do Direito e, mais recentemente, até por alguns ramos da Engenharia”.
Perfis diferenciados que vão de encontro aquilo que a empresa mais priveligia num candidato: uma postura proactiva, capacidade constante de aprender e reciclar conhecimentos, ambição, determinação, perseverança, espirito de trabalho em equipa, capacidade de se impor e superar metas constantemente, postura empreendedora e potencial de desenvolvimento em funções de liderança. Características que, a par com a qualidade técnica e a capacidade de dar resposta às expectativas do cliente, são para António Saraiava “fundamentais para integrar a PwC, mas também para triunfar profissionalmente na conjuntura global e competitiva que hoje enfrentamos”.

Para o especialista, “nenhum percurso profissional é, nos dias que correm, estanque, Ele é fruto do conjunto de experiências e desafios que se colocam e que temos de ultrapassar. A determinação e a perseverança são por isso fundamentais para o sucesso”.

António Saraiva
50 anos
Casado, 1 filho
Diretor Coordenador de Recursos Humanos na PwC

Formação:
Licenciou-se em Psicologia pela Universidade de Coimbra, em 1985. Realizou, posteriormente, uma Pós-graduação em Psicologia do Desporto e rumou também a Madrid, para aprofundar os conhecimentos nesta área, frequentando outro curso em Psicologia Desportiva, em Espanha.

Primeira experiência laboral:
O primeiro contacto que teve com o mercado de trabalho foi a ajudar um colega no lançamento da sua própria empresa. Teve a seu cargo a componente do recrutamento e da formação inicial dos recursos humanos.

Hóbis:
Teve vários e em boa parte do seu percurso profissional o desporto assumiu um papel-chave. Hoje, com menos disponibilidade para práticas desportivas regulares, elege a caminhada como hóbi, a par com as viagens, a leitura e a bricolage.

Lema de vida:
Considera-se determinado e perseverante, quer a título pessoal quer profissional. Por isso, o seu lema de vida é nunca desistir perante os objetivos que traça ou que as organizações onde está determinam. “Há sempre dificuldades a ultrapassar, mas desistir não faz parte do vocabulário”.

Grandes Desafios:
Atualmente, assume como desafio a implementação em Portugal das novas políticas que a PwC definiu a nível global em matéria de política de gestão de talentos. “Não se trata de replicar o que está a ser feito lá fora, trata-se de partilhar experiências internacionais e encontrar adequação num modelo nacional, traçado a pensar na realidade lusa e nas necessidades dos nossos profissionais”, enfatiza.



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