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Vítimas da mudança de horário

Cerca de 50% dos trabalhadores sofrem com a adaptação às mudanças de horário. Uma conjuntura que pode levar á depressão e que preocupa cada vez mais as empresas.
22.04.2010 | Por Cátia Mateus


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As mudanças de horário não são benéficas para os trabalhadores. O alerta vem da Albenture que, num estudo realizado junto de sete mil trabalhadores apurou que cerca de 50% sofrem de distúrbios causados pelas mudanças de hora, seja na mudança entre horário de verão e Inverno ou nas simples adequações de hora associadas a viagens de trabalho. Perturbações do sono e cansaço são os principais sintomas e há mesmo empresas que já proporcionam aos seus colaboradores programas específicos para se adequarem a estas alterações.

A dinâmica diária dos trabalhadores é afectada com as mudanças horárias e o seu impacto pode ser mais ou menos grave consoante a capacidade de cada um em ajustar o seu ritmo ao novo horário com rapidez e eficácia. A questão pode parecer menor, mas não é e muitas empresas pelo mundo inteiro já compreenderam a sua gravidade. Segundo os especialistas da Albenture, empresa especializada na conciliação da vida pessoal e laboral, “perante uma mudança de horário, muitos trabalhadores sofrem algum tipo de transtorno que afectará a sua dinâmica diária, sobretudo durante os primeiros dias do novo horário”.

Segundo a sondagem da Albenture, mais de metade dos sete mil trabalhadores inquiridos (56%) confirmaram que a mudança horária lhes causa perturbação. Cerca de 60% dos entrevistados apontam os problemas do sono como o traço mais evidente desta mudança, 11% falam em perturbações no âmbito laboral e 10% perturbações alimentares. “O cansaço é o sintoma mais habitual, seguido da depressão (10%), falta de concentração (7%), ansiedade (6%) e falta de apetite (1%)”, explica o relatório.

Estas perturbações podem ter uma duração variável e segundo os especialistas da Albenture, “se esta dificuldade de adaptação se prolongar mais de 10 ou 15 dias pode dar lugar ao que se conhece como ‘depressão estacional' ou ‘transtorno afectivo estacional' (SAD – Seasonal Affective Disorder) que é uma forma de depressão característica da mudança das estações, mais comum no princípio do Inverno e que pode afectar seriamente as relações interpessoais e laborais”.

O relatório confirma que 39% dos inquiridos necessita de três ou mais dias para se adaptar ao novo horário, 31% alarga o prazo para uma semana e há mesmo uma fasquia de 21% que pode levar mais de sete dias. Tempos demais para que as empresas fiquem indiferentes ao impacto destas alterações na sua produtividade. Talvez por isso sejam cada vez mais as organizações a aconselhar os seus trabalhadores na melhor forma de gerir estas mudanças. Foi a pensar nestas empresas que a Albenture criou um programa liderado por médicos e psicólogos que coloca à disposição dos trabalhadores que necessitem de apoio nesta matéria, dando-lhes conselhos práticos para evitar complicações de maior. Um serviço que lá forma já é muito solicitado e que parece estar a ganhar adeptos em Portugal também.



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