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Universidades espanholas no topo

31.10.2003


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Ruben Eiras

MBA de escolas de negócios castelhanas conquistam prestígio internacional






Recrutamento sobe em 2004



AS ESCOLAS de negócios espanholas estão a conquistar os "rankings" internacionais de MBA mais prestigiados a nível mundial. O Instituto de Empresa (IE), por exemplo, sedeado em Madrid, surge em 8º lugar na classificação do jornal "Financial Times" e da revista "The Economist" e na 36º posição na lista do Wall Street Journal.

Esta é mais uma das novas tendências a emergir mercado global dos MBA, depois da vaga da aposta no ensino da ética (ver edição do EXPRESSO Emprego da semana passada).

As outras estrelas castelhanas da formação de executivos são a IESE Business School de Navarra (em 28º e 23º lugar nos "rankings" do "The Economist" e do FT, respectivamente) e a Esade (Escuela Superior de Administracion y Direccion de Empresas) em Barcelona, que ocupa o 46º lugar na tabela do Wall Street Journal.

Internacionalização e ensino prático


Entre as análises dos vários "rankings" MBA referidos, os factores de sucesso da escola melhor classificada, o IE, residem sobretudo na estratégia bem sucedida de captação de alunos vindos de outros pontos do globo e num ensino intricado com a realidade empresarial.

O IE é uma "business school" com fortes ligações na América Latina, nas Filipinas e nos EUA. As suas principais áreas de especialização são o empreendedorismo, as tecnologias de informação e a gestão.

Aquela instituição educativa está profundamente ligada ao tecido industrial, já que possui um departamento dedicado exclusivamente à consultoria e formação interna para empresas.

Quanto à metodologia de ensino, esta centra-se nas técnicas de estudos de caso e no trabalho em grupo. O programa de formação é altamente intensivo e está desenhado de propósito a simular a vida real dos negócios.

Os estudantes concederam à faculdade as melhores classificações no que diz respeito à consistência e à abordagem internacional dos programas educativos. Mais de 15% dos graduados MBA desta escola criam os seus próprios negócios.

Quanto à IESE, esta escola de negócios também optou por uma estratégia de internacionalização, com o estabelecimento de alianças concentradas nas regiões das economias emergentes:

América Latina, China e Europa de Leste. A política seguida para a metodologia de ensino também está a focar-se cada vez mais nas vertentes prática e experimentalista, na maximização das tecnologias de informação nos processos de aprendizagem e no desenvolvimento das infra-estruturas da universidade.

A IESE de Navarra é uma universidade pertencente ao Opus Dei, uma corrente da Igreja Católica fundada em 1928. Mas, segundo as análises contidas nos vários "rankings", o ambiente é semelhante ao de qualquer escola de negócios moderna.

As principais áreas de especialização são a gestão e estratégia, o empreendedorismo, as finanças e a economia. Esta escola foi a primeira na Europa a oferecer um MBA com a duração de dois anos, depois de efectuar uma aliança com a Universidade de Harvard em 1964.

Quanto a Portugal, o país continua "invisível" nas listas mundiais de excelência do ensino de gestão. Com efeito, entre as escolas de negócios portuguesas, à parte algumas parcerias pontuais com universidades estrangeiras, não se conhecem estratégias sustentadas de internacionalização e de captação de alunos estrangeiros.

Os critérios de avaliação da qualidade dos MBA para elaboração dos "rankings" consistem na eficácia dos cursos e na abertura de novas oportunidades de carreira, no nível de desenvolvimento pessoal e na experiência educacional, no aumento produzido no salário e no potencial das redes de antigos alunos.

Salários com subida ligeira

Quanto às tendências salariais para os MBA em 2004, a sondagem da World MBA Tour, uma organização que presta serviços informativos sobre formação para executivos, prevê um ligeiro crescimento.

Segundo aquele documento, o salário médio de um MBA (calculado com base em valores dos mercados dos EUA e da Europa), desceu de 82.000 euros em 2001 para perto de 75 mil no ano de 2002.

No presente ano, a remuneração aumentou 2%. "Com a subida gradual dos mercados bolsistas, a confiança das empresas aumentará, elevando o grau de contratação e os salários praticados em 2004", remata Monisha Saldanha, uma das autoras da pesquisa.





Recrutamento sobe em 2004

O RECRUTAMENTO de diplomados em MBA deverá recuperar em 2004. Esta é a principal previsão da mais recente sondagem aos recrutadores elaborada pela World MBA Tour.

O principal factor desta inversão no mercado de trabalho é a recuperação económica que se avizinha e que já está a dar os primeiros sinais nas locomotivas do capitalismo mundial: a Alemanha saiu da recessão técnica e os EUA também já mostram sinais de um renovado dinamismo.

Todavia, os resultados da sondagem confirmam que a era da oferta de dois a três empregos a cada graduado MBA acabou e revelam uma nova tendência de recrutamento: os grandes contratadores serão as PME.

"Muitas destas pequenas e médias empresas operam em nichos de mercado de alto valor acrescentado e foram criadas por antigos alunos MBA. Estes recorrem muitas vezes às redes 'Alumni' - associações de graduados - para recrutarem os talentos que procuram", lê-se no relatório da sondagem.

Quanto aos postos de trabalho oferecidos, a qualificação MBA já é exigida para uma função de nível mais baixo na área da gestão. Consultoria, marketing e planeamento estratégico são as áreas com maior oferta de emprego.





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